O atacante Richarlison se manifestou novamente sobre a disputa judicial que envolve uma mansão em Angra dos Reis, avaliada em cerca de R$ 10 milhões. Neste sábado, o jogador do Tottenham compartilhou um vídeo em seu Instagram, publicado pelo senador Flávio Bolsonaro, que mostrava imagens aéreas do imóvel.
A nova declaração do ex-atacante da Seleção Brasileira ocorreu poucos dias após ele ter se pronunciado publicamente sobre o caso. Ao repostar a publicação de Flávio, Richarlison escreveu: “Lugar bonito né? Pois é. Me tomaram”, marcando o perfil do senador.
Entenda o caso
- Richarlison afirmou que investiu aproximadamente R$ 10 milhões na compra do imóvel.
- Entretanto, ele acabou perdendo o bem e não recebeu o valor pago.
- O jogador comentou: “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”.
- Esse desabafo foi feito em resposta a uma publicação da advogada Ana Paula Zantut, que usou o caso para explicar a diferença entre posse e propriedade, o tema central da disputa judicial.
A disputa
A controvérsia gira em torno da compra da mansão por uma empresa relacionada a Richarlison e seu empresário Renato Velasco. Embora a negociação tenha sido realizada de maneira regular, outra empresa reivindica direitos sobre o imóvel, alegando ocupar o local antes da compra.
O caso se concentra na distinção entre propriedade, que é o direito formal registrado em cartório, e posse, que se refere à ocupação do bem.
Enquanto a empresa de Richarlison defende que adquiriu legalmente a propriedade, o grupo oposto alega ter direitos possessórios anteriores, gerando assim a disputa judicial.
O papel de Flávio Bolsonaro
Apesar de ser mencionado no caso, Flávio Bolsonaro não faz parte do processo. No entanto, ele foi convocado como testemunha pelos advogados de Richarlison. O senador visitou a mansão antes da finalização da negociação e, em seguida, retornou ao local acompanhado de seu advogado, que é um dos principais envolvidos na controvérsia sobre a posse do imóvel.
Decisão do STJ
Embora Richarlison tenha afirmado que teve a propriedade tomada, em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a decisão favorável à empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. De acordo com o relator do processo, a análise do recurso exigiria uma nova avaliação das provas e contratos que já haviam sido considerados, o que não é permitido neste tipo de recurso.
“Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ”, afirmou o ministro na época, destacando que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo probatório, o que é inviável.
Com isso, o entendimento que reconheceu os direitos possessórios da empresa adversária foi mantido, encerrando a discussão no STJ.
Com informações de metropoles.com.







