Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que 44% dos eleitores brasileiros se identificam com a direita, enquanto 39% se alinham à esquerda. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.
O Datafolha não solicitou uma definição direta dos entrevistados sobre sua orientação política. Em vez disso, a classificação foi baseada em escalas de comportamento e pensamento econômico, envolvendo questões sobre valores sociais, políticos, culturais e econômicos.
Os números expressam a soma dos grupos: 15% se identificam como direita, 29% como centro-direita, 17% como centro, 26% como centro-esquerda e 13% como esquerda. Essa identificação com a direita é a primeira desde 2014 que supera a da esquerda. Em pesquisas anteriores, em 2022, 49% se viam como esquerda e 34% como direita.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros entre os dias 17 e 18 de junho. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
A pesquisa também revelou diferentes perfis por gênero. Entre os homens, 50% se veem como direita e 33% como esquerda. Já entre as mulheres, 44% se identificam com a esquerda, contra 37% com a direita. Em relação a grupos religiosos, 52% dos evangélicos se posicionam à direita, 30% à esquerda e 18% ao centro. Entre os católicos, 43% se veem à direita e 39% à esquerda, o que configura um empate técnico.
Outra mudança observada foi no comportamento em relação a temas variados. A direita avançou em questões de comportamento, com 52% se posicionando à direita, enquanto a esquerda caiu de 42% para 29%. Nos temas de segurança e costumes, o apoio à posse legal de armas aumentou de 35% para 41%, enquanto o apoio à proibição da posse caiu de 63% para 55%. Além disso, houve um deslocamento nas percepções sobre a pobreza, onde 40% dos entrevistados atribuem a responsabilidade à “preguiça” das pessoas, aumento em relação aos 22% anteriores, enquanto a visão de que a culpa é da falta de oportunidades iguais caiu de 76% para 58%.
Com informações de g1.globo.com.








