Recentemente, laudos médicos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro foram apresentados ao Supremo Tribunal Federal, revelando uma piora em seu estado de saúde. Durante uma sessão de fisioterapia, realizada nesta quinta-feira, o ex-presidente enfrentou uma nova crise de soluços, que dificultou a realização dos exercícios programados.
O relatório médico, que inclui um acompanhamento semanal e um de evolução fisioterapêutica, descreve um quadro clínico frágil, com instabilidade no equilíbrio, sonolência significativa e crises frequentes de soluços.
A defesa solicitou a prorrogação do regime de prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu manter Bolsonaro em custódia domiciliar, agora sem prazo determinado.
Detalhes do estado de saúde na última semana
O documento fisioterapêutico é assinado por Kleber Antônio Caiado de Freitas, que tem acompanhado o ex-presidente em sua recuperação após a cirurgia no ombro direito. De acordo com o laudo, na segunda-feira anterior, Bolsonaro conseguiu realizar os exercícios normalmente, incluindo atividades de mobilidade e fortalecimento. Ele apresentava boa amplitude de movimento e não relatou dores, embora estivesse levemente fatigado após uma crise de soluços no dia anterior.
No entanto, na sessão de fisioterapia desta quinta-feira, a situação foi diferente. O relatório indicou que Bolsonaro chegou apresentando intensa tensão na região cervical e abdominal, além de fadiga muscular. Por conta da piora, a equipe decidiu suspender os exercícios e realizar um tratamento focado no alívio dos sintomas, incluindo técnicas de liberação miofascial e massagem na cicatriz da cirurgia, além da aplicação de laser terapêutico na área afetada.
“A fisioterapia foi realizada com trabalho de liberação miofascial, massagem na cicatriz, aplicação de laser na região do ombro e ativação do nervo vago para aliviar os soluços”, descreve o relatório.
Tratamento para pneumonia e recomendações médicas
Além da recuperação do ombro, o ex-presidente também está em tratamento para pneumonia bilateral, diagnosticada em março. Conforme a equipe médica, a medicação para controlar os soluços foi mantida, mesmo com alguns efeitos colaterais, uma vez que houve redução dos episódios nos últimos dias. Apesar de os soluços ainda persistirem, a intensidade tem diminuído. Os médicos reforçaram a importância de prevenir quedas e recomendam uma dieta com baixo teor de sódio e acidez.
Condições atuais
Atualmente, segundo os laudos, Bolsonaro apresenta fadiga leve e intermitente, e a pressão arterial está sob controle após ajustes na medicação. No que diz respeito ao ombro, o ex-presidente não tem relatado dores, e a orientação médica é de continuar com a fisioterapia de forma gradual durante a recuperação.
Com informações de metropoles.com.









