A Microsoft divulgou nesta quinta-feira a criação de uma nova empresa voltada para ajudar seus clientes a escolherem as tecnologias de inteligência artificial (IA) que melhor se adaptam aos seus negócios, com foco na geração de retorno sobre investimentos.
A nova unidade, denominada Microsoft Frontier Company, contará com um investimento inicial de US$ 2,5 bilhões da fabricante, e já está planejada para trabalhar com companhias renomadas, como Unilever e Novo Nordisk.
Observa-se que grandes corporações vêm se distanciando da dependência exclusiva de fornecedores de IA, como Anthropic e OpenAI. Em vez disso, muitas optam por combinar diferentes tecnologias, incluindo modelos de código aberto, para adequá-las a suas necessidades específicas.
Embora essa abordagem possa demandar uma maior despesa e tempo para retorno sobre o investimento, a Microsoft Frontier Company promete auxiliar na seleção e integração de ferramentas de IA — tanto da Microsoft quanto de terceiros — utilizando dados internos que são exclusivos para os clientes. Isso permitirá que os resultados permaneçam com os clientes em vez de serem enviados de volta para a Microsoft.
A empresa se junta a outras organizações como a Palantir Technologies, que já aplica modelos de código aberto da Nvidia em seus trabalhos com clientes de grande porte, e à Amazon Web Services, que lançou uma unidade de engenheiros com um investimento de US$ 1 bilhão focada no mesmo objetivo.
Patrick Moorhead, da Moor Insights & Strategy, observou que grandes empresas têm receio de que o uso de modelos de Anthropic e OpenAI possa conferi-los expertise para competirem diretamente em áreas como programação e direito. Vale lembrar que a Microsoft já possui participação na OpenAI, a criadora do ChatGPT, além de ter incorporado modelos da Anthropic ao seu assistente de IA, o Copilot, como uma resposta à crescente demanda do mercado.
Judson Althoff, da Microsoft Commercial Business, comentou que a ideia da nova empresa surgiu parcialmente da experiência da Microsoft ao lidar com modelos como o DeepSeek, da China, e o Gemini, do Google, que estão em ascensão no setor. Ele destacou que a independência na escolha de modelos de IA é fundamental para atender melhor às necessidades dos clientes.
Althoff reconheceu que, há três anos, a empresa cometeu um erro ao limitar o Copilot apenas aos modelos da OpenAI, ressaltando a importância de oferecer a flexibilidade necessária para alternar rapidamente entre diferentes modelos conforme as exigências do mercado.
Com informações de forbes.com.br.









