A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira (30), rejeitar uma proposta do presidente Donald Trump que visava restringir a cidadania por direito de nascimento. Essa decisão representa uma importante derrota para o mandatário, que almejava aplicar mudanças em uma questão fundamental da legislação norte-americana, especialmente em seu esforço contra a imigração.
O julgamento ocorreu com um placar de 6 votos a 3 e se tornou o segundo revés judicial para Trump neste ano, após a corte ter anulado suas tarifas comerciais em fevereiro.
Os juízes sustentaram a decisão de um tribunal inferior que impediu o decreto de Trump, que pretendia desconsiderar a cidadania de crianças nascidas nos Estados Unidos, caso seus pais não fossem cidadãos ou residentes permanentes. O argumento dos opositores era de que essa medida violava a 14ª Emenda da Constituição, que concede cidadania a todos nascidos no país sob sua jurisdição.
Trump, que tem explorado os limites de sua autoridade em questões nacionais e internacionais, havia adotado essa ordem em seu retorno ao cargo, com o objetivo de endurecer as políticas de imigração. Críticos o acusaram de discriminação racial e religiosa por conta de sua abordagem.
A decisão da Suprema Corte chega em um momento simbólico, próximo ao feriado de 4 de julho, quando os Estados Unidos celebram seu 250º aniversário. Especialistas estimaram que a diretiva de Trump poderia impactar a situação legal de cerca de 250 mil recém-nascidos anualmente e exigiria que milhões de famílias comprovassem a cidadania dos seus filhos.
Com informações de forbes.com.br.









