De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, anunciou nesta quinta-feira (16) em São Paulo que sua intenção é manter-se como líder de chapa na corrida presidencial, rejeitando uma possível candidatura como vice ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL.
Em evento intitulado “O Brasil sem intocáveis”, Zema detalhou as diretrizes de seu futuro plano de governo, reafirmando seu compromisso de levar a candidatura até o fim. “Pretendo seguir na pré-candidatura, pois temos propostas que a maioria dos políticos teme, mas que o Brasil realmente necessita. Sou o único entre os pré-candidatos que já enfrentou os problemas deixados pelo PT, tendo assumido um estado em colapso, e isso me diferencia”, afirmou.
Durante sua fala, o ex-governador mencionou que no ano anterior se reuniu com Jair Bolsonaro e expressou a necessidade de aumentar o número de candidatos de direita nas eleições de outubro. Ele considera essa estratégia essencial para garantir que, caso haja um segundo turno, os apoiadores da direita se unam contra o candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva.
O evento trouxe à tona os principais membros do Partido Novo, que estão colaborando na elaboração de propostas para o futuro governo, caso vençam as eleições. Carlos da Costa, responsável pela coordenação do plano econômico de Zema, foi um dos destaques do dia, Declarando que o governo de Zema “privatizará tudo”.
Outras medidas sugeridas por Zema incluem a redução da maioridade penal para 16 anos, a criação de legislações trabalhistas complementares à CLT e a promoção da integração entre a agricultura e as políticas ambientais.
Questionado sobre o controverso aumento salarial de 300% que concedeu a si mesmo como governador em 2023, Zema defendeu sua decisão, afirmando que deseja que o valor não seja uma preocupação, já que sua renda é destinada a doações para instituições de caridade, especialmente aquelas que apoiam a Apae. Ele declarou: “Desde que assumi o cargo de governador, sempre doei meus salários. Nunca coloquei um centavo no bolso. Para mim, ganhar R$ 1, R$ 10 ou R$ 50 não faz diferença”.
Além disso, Zema reiterou seu apoio à anistia dos envolvidos na tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023. Caso eleito, ele indicou que essa anistia, que atinge diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, será uma das suas primeiras ações como presidente.
Fonte: g1.globo.com

