
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, durante um encontro recente com Donald Trump, o presidente da China, Xi Jinping, expressou a opinião de que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia, futuramente, se arrepender da invasão da Ucrânia. Esta declaração foi revelada pelo jornal americano Financial Times, que entrevistou diversas fontes ligadas às avaliações dos Estados Unidos sobre o evento.
Durante a cúpula, que teve como foco principal a situação da Ucrânia, Trump sugeriu que os líderes mundiais formassem uma aliança contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). O presidente chinês fez seus comentários em um contexto de diálogos mais amplos sobre as implicações geopolíticas do conflito atual.
Outra fonte próxima às reuniões de Xi com o ex-presidente Joe Biden também mencionou que, embora os dois tenham discutido a questão ucraniana, o líder chinês não forneceu uma avaliação crítica sobre Putin. Isso indica uma cautela nas relações que a China mantém com a Rússia, mesmo em momentos de tensão.
Essas declarações surgem em um momento significativo, logo antes do encontro entre Putin e Xi, que acontecerá durante uma visita de Estado do presidente russo à China. Esta será a 25ª visita de Putin a seu parceiro estratégico nos últimos 20 anos, um indicativo da sólida relação entre os dois países.
Conforme autoridades russa, entre os tópicos que Putin e Xi planejam tratar estão a guerra no Oriente Médio, a crise na Ucrânia, colaborações no setor de energia e questões relacionadas ao comércio bilateral. Eles também discutirão a criação de uma nova “ordem mundial multipolar”, uma proposta que visa diminuir a dependência da influência americana nas relações internacionais.
Yury Ushakov, assessor do Kremlin, confirmou que os líderes estão se preparando para emitir uma declaração conjunta que proponha um “novo tipo de relações internacionais”, com ênfase no fortalecimento de um sistema global menos suscetível ao domínio dos Estados Unidos.
A situação continua a evoluir, e a interação entre esses líderes pode ter profundas implicações para o cenário geopolítico, especialmente no contexto da contínua crise na Ucrânia e das dinâmicas emergentes nas relações internacionais.



