A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (14), a Operação Res Pública, que investiga um suposto esquema de destinação irregular e comercialização de veículos pertencentes a órgãos públicos federais. Segundo a PF, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 4,4 milhões.
Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. A investigação envolve 122 veículos que teriam sido doados a uma organização da sociedade civil e, posteriormente, vendidos a terceiros de maneira irregular.
Mandados são cumpridos em três cidades de SC
Em Santa Catarina, as diligências ocorrem em três municípios da Grande Florianópolis. São cinco mandados em São José, três em Palhoça e dois em Florianópolis.
No Mato Grosso do Sul, um mandado de busca e apreensão está sendo cumprido em Campo Grande.
A operação busca reunir provas sobre a destinação dos veículos, a comercialização dos bens e a movimentação dos recursos obtidos com as vendas.
Investigação apura venda de 122 veículos
De acordo com a Polícia Federal, os veículos teriam sido destinados a uma organização da sociedade civil por meio de doações. Entretanto, os bens teriam sido comercializados posteriormente com pessoas físicas e comerciantes, em desacordo com a finalidade prevista para a doação.
As irregularidades investigadas teriam ocorrido ao longo de aproximadamente dois anos.
A apuração também busca esclarecer se agentes públicos direcionaram a destinação dos veículos para beneficiar a entidade e se os dirigentes envolvidos realizaram as vendas de maneira irregular.
Contas pessoais teriam sido usadas para movimentar dinheiro
Outro ponto investigado é a possível utilização de contas bancárias pessoais dos dirigentes para movimentar os valores obtidos com a comercialização dos veículos.
Segundo as suspeitas, parte dos recursos pode ter sido utilizada na aquisição de patrimônio particular, o que levou os investigadores a apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
As medidas autorizadas judicialmente incluem o sequestro de bens vinculados aos investigados e providências voltadas ao ressarcimento dos cofres públicos.
Investigados podem responder por crimes
Conforme a participação de cada envolvido e os resultados da investigação, os suspeitos poderão responder por crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Operação Res Pública tem como objetivo esclarecer as responsabilidades dos envolvidos e dimensionar os prejuízos causados à União.
Até o momento, os fatos são objeto de investigação, e eventuais responsabilidades criminais deverão ser estabelecidas pelas autoridades competentes.










