
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a sexta edição da Wine South America, que terá início na próxima terça-feira (12) em Bento Gonçalves, deve gerar um movimento financeiro superior a R$ 70 milhões, impulsionada pelas recentes safras de alta qualidade e pela expansão da vitivinicultura para novas áreas do Brasil. Ao longo dos três dias do evento, a expectativa é que o total de negócios alcance R$ 110 milhões, superando os R$ 100 milhões registrados em 2025.
O sucesso desta edição é fundamentado nas promissoras previsões do setor agrícola. Para 2026, a colheita de uvas no Rio Grande do Sul é projetada para ser uma das maiores dos últimos anos, com mais de 957 mil toneladas esperadas, o que se deve às condições climáticas favoráveis observadas durante o inverno e a primavera, como relatado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado (Seapi).
Segundo a Seapi e a Emater/RS-Ascar, o inverno com um número elevado de horas de frio abaixo de 7,2°C foi benéfico para o crescimento uniforme das videiras, favorecendo a formação de cachos. Além disso, a estabilidade das temperaturas e uma menor incidência de fenômenos climáticos extremos também contribuíram positivamente. O bom manejo realizado pelos viticultores gaúchos, que inclui melhorias no monitoramento fitossanitário e um compromisso com o investimento em variedades voltadas para a produção de vinhos finos e espumantes, fortaleceu ainda mais o desenvolvimento dos parreirais.
A Serra Gaúcha mantém sua posição como o epicentro da produção, envolvendo aproximadamente 15 mil famílias e cultivando mais de 42 mil hectares na região. Contudo, outras áreas do Brasil estão se destacando, contribuindo para o crescimento do setor vitivinícola nacional. Clique aqui para mais detalhes sobre como essas regiões contribuem para o setor. Além da Serra Gaúcha, estados como Pernambuco, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo estão diversificando o portfólio de vinhos nacionais, especialmente com o uso da inovadora técnica da dupla poda.
Conforme dados da Ideal BI Consulting, o mercado de vinhos e espumantes no Brasil alcançou um total de R$ 21,1 bilhões em 2025, marcando um aumento próximo a 10% em comparação ao ano anterior. O Vale do São Francisco se destaca como uma das regiões mais peculiares da vitivinicultura brasileira, onde a irrigação controlada nas margens do rio permite a colheita em diferentes épocas do ano, devido ao seu clima com escassas chuvas e altas temperaturas.
O Cerrado brasileiro, que possui uma tradição vinícola mais recente, tem mostrado avanços significativos na qualidade e potenciação de seus vinhos. Localizado a aproximadamente 1.000 metros de altitude, o solo árido e a ampla variação térmica do Distrito Federal têm permitido que vinhos jovens obtenham reconhecimentos em premiações internacionais nos últimos anos.
Durante a Wine South America, estão previstas discussões entre enólogos, agrônomos e produtores sobre as tendências atuais do mercado vinícola, abrangendo desde práticas sustentáveis de cultivo até o crescimento da oferta de vinhos orgânicos, naturais e biodinâmicos. Além disso, a crescente demanda por vinhos com teor alcoólico reduzido ou sem álcool deve ser um tema importante nas discussões sobre os rumos da vitivinicultura brasileira.



