
Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville (SC) após enganar uma família ao fingir ter apenas 12 anos durante 14 meses, com a intenção de ser “adotada”. De acordo com informações do portal g1.globo.com, Amanda Maria Souza de Oliveira estudava comportamentos infantis e sinais de adolescentes autistas para sustentar sua farsa. Sua atuação foi revelada por um vídeo publicado nas redes sociais pela nutricionista Renata Magalhães, que também foi vítima da mesma fraude em 2023, no Rio de Janeiro.
Nos registros, Amanda, que usava o nome “Duda”, aparece imitando a voz de uma criança e elogiando a mãe de Renata: “A senhora é linda, especial. Eu amei a senhora. A senhora já mora no meu coração”. O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público da acusada, informou que ela passará por exames de sanidade mental.
Durante o tempo em que viveu com a família, Amanda alegou ter sofrido abuso por parte do pai e ser obrigada a se prostituir, usando essa narrativa para justificar sua aparência e a falta de documentos. Renata Magalhães observou que Amanda simulava bem os sintomas de um transtorno autista, utilizando desenhos e atitudes infantis.
A prisão de Amanda, ocorrida em 2 de junho, foi convertida em preventiva após a desconfiança de uma parente da família adotiva. Posteriormente, ela foi indiciada por estelionato e uso de falsa identidade. Em depoimento, Amanda confessou ter aplicado golpes semelhantes em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ) e outros estados como Minas Gerais, Goiás e Ceará. Outros dois casos estão sendo investigados pela polícia em Santa Catarina.
Renata também relatou episódios em que viu Amanda vomitar agulhas em várias ocasiões. Imagens de raio-X obtidas em 2024, quando Amanda foi presa em Goiás pelo mesmo crime, mostraram agulhas no corpo dela, levando à intervenção do Conselho Tutelar e da Polícia Militar. Renata expressou sua indignação: “Ela é uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa”.
Após a fraude ser exposta, foi descoberto que o celular de Amanda continha um histórico de pesquisas sobre o comportamento de autistas e técnicas para criar desenhos emocionalmente apelativos, além de um grande número de filmes pornográficos. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, Amanda inicialmente se apresentou como Gabriele, afirmando ter 18 anos e experiência em panificação, o que a levou a ser acolhida pela família após relatar problemas financeiros e de saúde.
Os pais adotivos, acreditando na vulnerabilidade da mulher, chegaram a organizar uma festa de 12 anos para comemorar o suposto aniversário de Amanda.



