As vendas no varejo brasileiro registraram um crescimento de 0,1% em maio em comparação ao mês anterior e uma alta de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (16).
Esse resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava um aumento de 0,50% na comparação mensal e de 1,15% na anual, conforme pesquisa da Reuters.
Na análise sem as influências sazonais, o comércio varejista subiu 0,1% em relação a abril, que havia registrado uma queda de 1,6%. Entretanto, a média móvel trimestral indica um enfraquecimento, com um recuo de 0,2% no trimestre encerrado em maio, revertendo a estabilização observada no trimestre anterior.
Comparando com o ano anterior, o crescimento foi mais modesto do que a alta de 1% observada em abril. No acumulado de 2026, o varejo apresenta um aumento de 1,7%, e nos últimos 12 meses, a expansão chega a 1,4%.
Leonardo Costa, economista do ASA, destaca que os dados reforçam a percepção de desaceleração gradual do comércio. Ele também aponta que o pequeno avanço de maio, em conjunto com os demais indicadores, sugere um ritmo de crescimento ainda mais contido da demanda interna. “Esses números reforçam nossa expectativa de um PIB mais fraco no segundo trimestre de 2026”, acrescenta o especialista.
Varejo ampliado registra segunda queda seguida
O cenário é ainda mais preocupante quando analisamos o varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo. Neste segmento, as vendas caíram 0,2% em maio em relação a abril, aprofundando a queda de 0,7% já registrada no mês anterior.
A média móvel trimestral do varejo ampliado também apresenta uma queda de 0,3% no trimestre encerrado em maio, após uma leve alta de 0,1% no trimestre até abril.
Livros e papelaria se destacam em alta
O desempenho entre os segmentos foi misto em maio. De um total de oito atividades pesquisadas, cinco tiveram resultados positivos, enquanto três apresentaram recuos, de acordo com a série ajustada sazonalmente.
- Livros, jornais, revistas e papelaria: +15,2%
- Tecidos, vestuário e calçados: +3,1%
- Móveis e eletrodomésticos: +2,7%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: +1,4%
- Combustíveis e lubrificantes: +1,1%
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -1,7%
- Hiper e supermercados (produtos alimentícios, bebidas e fumo): -1,5%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -0,3%
No varejo ampliado, dois segmentos se destacaram positivamente: veículos, motos, partes e peças cresceram 1,8%, enquanto o material de construção teve o melhor resultado do grupo, com alta de 2,1%.
Com informações de forbes.com.br.







