Chip, um ex-cientista de dados da SpaceX, fez headlines ao comprar meteoritos avaliados em US$ 10.000 e um caminhão de bombeiros por US$ 5.000, após acumular cerca de US$ 3,5 milhões em ações da empresa de Elon Musk.
Aos 50 anos, Chip admite que ainda não tem certeza de como usará o caminhão, mas considera torná-lo uma atração na festa de aniversário de seu filho de 3 anos. Sua nova fortuna, resultado da oferta pública inicial da SpaceX em junho, deu-lhe liberdade para investir em “coisas bobas”, como ele mesmo afirmou em uma entrevista.
Com o olhar em produtos luxuosos, ele se interessa por um relógio TAG Heuer Carrera Calibre 1887 SpaceX Chronograph, que custa cerca de US$ 8.000. Apesar desse entusiasmo, o futuro do mercado de luxo, que conta com cerca de 440 mil novos milionários nos EUA, ainda é incerto. Esses bilionários, gerados por ganhos no mercado de ações e pelas aberturas de capital de empresas de inteligência artificial, poderão revitalizar o setor global de bens de luxo?
Federica Levato, da consultoria Bain & Company, alerta que o setor enfrentará concorrência acirrada de outras categorias de produtos e serviços. Enquanto as grandes marcas de moda buscam nos milionários da tecnologia uma chance de recuperação, elas lidam com a fraqueza do mercado na China e o descontentamento dos consumidores pelo mundo.
Segundo estudo da Bain, o mercado de bens de luxo pessoais deve atingir 358 bilhões de euros (cerca de US$ 406 bilhões) até 2025, apesar da contração que enfrentou nos últimos dois anos. A América do Norte, no entanto, tem se destacado como uma das regiões que mais crescem, beneficiando marcas como LVMH, Richemont, Hermès e Gucci.
O CEO da Richemont, Nicolas Bos, ressaltou que a confiança do consumidor nos EUA está resultando em vendas fortes. Entretanto, ao abordar os novos milionários da tecnologia, as marcas precisam se adaptar ao gosto peculiar e aos interesses variados desses consumidores.
Zack Kass, um estrategista de IA que trabalhou na OpenAI, revela que, ao invés de roupas sofisticadas, preferiu investir seus ganhos em uma equipe de vôlei profissional. Essa preferência por experiências e bem-estar também se reflete no interesse dos trabalhadores de tecnologia por gadgets como relógios inteligentes que monitoram atividades físicas.
Robert, outro ex-engenheiro da SpaceX, com ações que valem cerca de US$ 4 milhões, recentemente adquiriu Apple Watches junto com a esposa, focando na saúde. Mesmo assim, os relógios de luxo tradicionais, de marcas como Rolex e Cartier, continuam a atrair atenção por seu valor de investimento.
Com o apelo dos produtos de marca, Chip, que se diz indiferente ao vestuário de grife, afirmou não ter planos para investir em roupas de luxo futuramente, já que seu estilo de vida é simples e confortável.
As marcas de vestuário, portanto, terão que se reinventar, pois novos ricos parecem dispostos a gastar menos em moda em comparação com aqueles que herdam suas fortunas. O foco desses consumidores recai mais sobre imóveis, iates e automóveis, deixando as roupas de luxo em segundo plano.
Com informações de forbes.com.br.







