Na última terça-feira (4), três pessoas foram presas em decorrência do assassinato de João Victor de Paula Santana Santos, que foi atingido durante a festa de seu próprio aniversário, em 11 de outubro de 2023, no Sol Nascente. A operação, chamada Aniversário Sangrento, foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Entre os detidos estão os irmãos Ane Karoline Teixeira da Silva, conhecida como “Karol”, e Marcos Antonio Teixeira da Silva, chamado de “Dudu”, além de Dogival Gomes da Silva Junior, companheiro de Ane Karoline. Marcos Antonio, segundo investigações, foi o responsável por planejar o crime, enquanto os outros dois prestaram apoio na execução.
O crime teve início numa discussão em uma distribuidora, dias antes do aniversário, quando João Victor e Marcos Antonio trocaram ameaças de morte. Ane Karoline e Dogival também estiveram envolvidos nas intimidações, e Ane chegou a ameaçar João Victor com uma arma. Poucos dias depois, ele foi morto durante a festa.
A polícia localizou Ane Karoline e Dogival em Águas Lindas de Goiás, onde estavam morando. Na casa do casal, a PM encontrou uma pistola calibre .40, que foi apreendida.
Ane Karoline foi condenada a 49 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, em regime fechado, por homicídio qualificado e tentativas de homicídio. As penas foram confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que já expediu os mandados para cumprimento.
Crime durante a festa
O homicídio aconteceu na madrugada do dia 11 de outubro, em uma residência no Condomínio Pinheiro, onde João Victor celebrava seu aniversário com amigos e familiares. De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens armados invadiram a casa e dispararam contra os convidados.
João Victor foi atingido na cabeçama e, apesar de ter sido socorrido para a UPA de Ceilândia, chegou sem vida. Três outras pessoas também foram baleadas, mas sobreviveram. A irmã de 15 anos de João Victor foi ferida nas pernas e em um dos braços; outra convidada levou um tiro no pé, e um convidado foi atingido três vezes, com um dos tiros na face.
Após o ataque, a Polícia Civil realizou perícia e análises de câmeras de segurança nas proximidades do local do crime.
Participação no planejamento
Investigadores concluiram que, embora Ane Karoline e Dogival não tenham sido os responsáveis pelos disparos, eles tiveram papel crucial no planejamento e execução do crime. Eles monitoraram a casa da vítima, deram suporte aos atiradores e ajudaram na fuga após o ataque. Segundo a polícia, o casal usou um veículo GM/Celta para vigiar o local e facilitar a fuga.
A decisão do Tribunal de Justiça ressaltou a evidência técnica e testemunhal que confirma a atuação conjunta dos réus antes, durante e após o crime.
Com informações de metropoles.com.





