A montadora Stellantis anunciou nesta segunda-feira um crescimento de 10% nas entregas de veículos no segundo trimestre deste ano, totalizando quase 1,6 milhão de unidades. Esse aumento é impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, que continua sendo seu mercado mais importante.
A reestruturação liderada pelo presidente-executivo Antonio Filosa é crucial para a recuperação das vendas, especialmente após a perda de clientes em mercados chave, afetada por preços elevados, a transição para veículos elétricos, problemas de qualidade e a concorrência crescente de fabricantes chineses.
Recentemente, Filosa apresentou um novo plano de negócios no valor de 60 bilhões de euros até 2030, com foco no lançamento de novos modelos, reorganização do portfólio de marcas e parceria em tecnologias e manufatura.
Novos modelos reforçam os resultados
Na América do Norte, as entregas da Stellantis aumentaram em 38% no segundo trimestre, chegando a 445.000 veículos. Esse crescimento é atribuído principalmente a lançamentos e renovações bem-recebidos, como a picape Ram 1500 e a versão off-road TRX SRT, além das atualizações do Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e do Chrysler Pacifica.
Apesar dos resultados positivos, a empresa ressalta que parte desse crescimento se deve aos preparativos para uma parada programada na produção durante o verão.
Na Europa expandida, outro importante mercado para a marca, as vendas aumentaram 5% em relação ao ano passado, totalizando 762.000 veículos. Esse resultado também foi impulsionado por modelos novos e pela distribuição de veículos da parceira chinesa Leapmotor, que representa cerca de 33.000 unidades vendidas na região.
A demanda na Europa foi especialmente favorável para modelos acessíveis, como Citroën C3, C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.
Enquanto o crescimento na América do Norte e na Europa é notável, a montadora enfrentou desafios em outros mercados, como no Oriente Médio e na África, onde os volumes caíram devido a conflitos regionais, além de dificuldades na América do Sul, impactadas pelo desempenho do mercado argentino.
Com informações de forbes.com.br.







