Portal WF - Notícias de Santa Catarina e do Brasil

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Smart Fit autoriza emissão de R$ 1,25 bi em debêntures para refinanciamento

A Smart Fit realizará sua 15ª emissão de debêntures, estimada em até R$ 1,25 bilhão, para refinanciar dívidas e manter investimentos na abertura de novas academias, apesar do fluxo de caixa livre negativo nos próximos anos.

POR

Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

A Smart Fit, renomada rede de academias, decidiu fazer uso do mercado de capitais com um objetivo claro: reorganizar suas dívidas em vez de focar apenas na expansão. A empresa obteve a aprovação para sua 15ª emissão de debêntures, que pode chegar a R$ 1,25 bilhão. Essa movimentação visa principalmente o refinanciamento de débitos contraídos nos últimos anos, o que permitirá uma melhor gestão dos vencimentos e maior flexibilidade financeira, mesmo em um cenário em que a companhia investe na abertura de novas unidades, apesar de apresentar fluxo de caixa livre negativo.

A operação começará com uma captação inicial de R$ 1 bilhão, com a possibilidade de aumentar para R$ 1,25 bilhão, distribuída em até três séries com prazos de cinco, sete e dez anos. Os investidores profissionais terão a chance de adquirir esses títulos, que terão uma rentabilidade atrelada a 100% do CDI, acrescido de um spread que varia entre 0,65% e 1,05% ao ano, dependendo do prazo de cada tranche.

Embora essa captação represente uma nova estratégia financeira, não haverá uma alteração significativa no nível geral de endividamento da empresa, já que o foco é substituir passivos existentes, especialmente debêntures emitidas em 2023 e notas comerciais lançadas em 2024. Dessa forma, pretende-se alongar o perfil da dívida e minimizar os riscos associados ao refinanciamento. Parte dos recursos também poderá ser utilizada para reforçar o capital de giro.

A prática de refinanciamento ilustra uma tendência crescente entre as empresas brasileiras que têm acesso frequente ao crédito. Em vez de diminuir investimentos para melhorar a geração de caixa, as empresas adotaram uma abordagem focada em administrar os vencimentos da dívida, reservando recursos para fomentar o crescimento. Esta nova dinâmica torna-se particularmente relevante para a Smart Fit, cujo modelo de negócios demanda investimentos significativos para a abertura de novas unidades.

Projeções da Fitch Ratings apontam que a Smart Fit deverá investir entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,2 bilhões anualmente em 2026 e 2027, o que permitirá a abertura de cerca de 280 academias próprias e 70 franquias por ano. Apesar disso, o fluxo de caixa livre deve continuar negativo em 2026, representando cerca de 6,3% da receita, com um retorno ao equilíbrio esperado apenas em 2027 e resultados positivos a partir de 2028.

A Fitch atribuiu à nova emissão uma classificação de AA+(bra) e manteve a perspectiva estável para a empresa, destacando características que favorecem o acesso ao mercado de dívida, como a escala, diversificação geográfica e rentabilidade operacional. A Smart Fit opera cerca de 2,1 mil unidades em 16 países e atende a 5,6 milhões de clientes, com mais de 60% da receita gerada fora do Brasil, principalmente no México, Chile e Peru. Essa diversidade ajuda a reduzir a dependência da economia brasileira e a distribuir riscos entre diferentes mercados.

Outro ponto positivo considerado pela Fitch é o TotalPass, uma plataforma de benefícios que reúne mais de 44 mil academias credenciadas. Essa plataforma amplia a presença da empresa no setor de benefícios corporativos sem demandar investimentos tão altos quanto os necessários para a abertura de novas unidades.

Apesar da avaliação positiva, a Fitch também identificou limitações na estrutura financeira da Smart Fit, como a combinação de altos investimentos, fluxo de caixa livre negativo e uma cobertura apertada das despesas financeiras e aluguel. Para 2026, a agência estima que a relação entre EBITDAR e despesas com juros e aluguel fique em torno de 1,8 vez, um patamar abaixo do que é observado em outros emissores com classificação semelhante.

E, ao final de 2025, a dívida ajustada da empresa deve totalizar R$ 13,8 bilhões, incluindo cerca de R$ 6,3 bilhões em obrigações de arrendamento. No entanto, a liquidez da empresa ainda é um ponto forte, com projeções de caixa superior a R$ 3 bilhões até o final de 2026, o que deve cobrir os vencimentos programados até meados de 2028.

No contexto do mercado latino-americano de academias, ainda existe um grande potencial de expansão, com penetrações variando entre 2% e 5% da população nos principais países, em comparação a taxas de 10% a 24% em mercados mais desenvolvidos. Isso explica por que a Smart Fit continua a acelerar a abertura de suas unidades, apesar da pressão sobre seu caixa. O grande desafio para a empresa será não apenas expandir sua rede, mas também manter as academias ocupadas em um setor cada vez mais competitivo e com alta rotatividade de clientes.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

PUBLICIDADE

300 × 250
AdSense / Advanced Ads

Leia também

Colunistas

Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

Geral

Nicole Meyer comemora aniversário em festa cheia de surpresas

Carro capota e cai em córrego na Grande Florianópolis

PP anuncia Esperidião Amin como candidato ao Senado em SC