A Simpar (SIMH3) fechou o segundo trimestre de 2026 com a menor alavancagem financeira desde seu IPO, em 2010. A empresa conseguiu reduzir sua dívida em relação ao resultado das operações, com a dívida líquida diminuindo de 3,6 para 2,8 vezes o Ebitda, que é um importante indicador de desempenho operacional.
A holding controla várias empresas, incluindo JSL, Movida, Vamos e Automob, e atua em setores como logística, aluguel de veículos, gestão de frotas e infraestrutura. A estratégia financeira da Simpar visa uma melhor alocação de capital entre suas controladas.
A diminuição da alavancagem foi acompanhada de um recorde na receita de serviços, que atingiu R$ 9,39 bilhões, com um crescimento de 13,2% em relação ao ano anterior e uma alta de 5,8% em comparação ao primeiro trimestre deste ano.
Essas informações foram divulgadas na prévia operacional da companhia na noite da última segunda-feira. Os números ainda não foram auditados e podem ser alterados até a publicação do relatório completo.
Além disso, a receita líquida consolidada do trimestre alcançou R$ 11,25 bilhões, refletindo um avanço de 8,8% em um ano, enquanto a receita bruta cresceu 9,5%, totalizando R$ 12,39 bilhões.
De acordo com a companhia, o desempenho positivo está relacionado à maturação de contratos fechados nos últimos 12 meses, à escolha de novos projetos com preços mais adequados e à renegociação de contratos existentes.
Dívida líquida da holding cai 54%
A dívida líquida da Simpar teve uma queda significativa de 54% em um ano, passando de R$ 3 bilhões para R$ 1,4 bilhão. Se comparado ao primeiro trimestre de 2026, onde o endividamento líquido era de R$ 2,8 bilhões, essa redução é notável.
Esse resultado foi impulsionado pela venda da Ciclus Rio, pela recente captação de recursos e pelo exercício de uma opção de compra de ações da JSL pela BNDESPar. As captações feitas pela Simpar, Movida e Vamos totalizaram R$ 3 bilhões, com apoio de investidores da família controladora e da BNDESPar.
A companhia também anunciou a venda de 100% da CS Porto Aratu por um valor de R$ 1,8 bilhão. Esse negócio pode resultar em um retorno de 5,8 vezes sobre o capital investido, considerando um prazo médio de 3,6 anos. Se essa transação já estivesse contabilizada no segundo trimestre, a dívida líquida da holding poderia cair para R$ 1 bilhão, embora sua conclusão dependa da aprovação regulatória.
A Simpar ainda adquiriu R$ 250 milhões em dívida no mercado secundário, representando 25% de sua meta de redução de R$ 1 bilhão no endividamento bruto.
Venda de ativos e impacto de derivativos
Apesar do crescimento nos serviços, a receita líquida proveniente da venda de ativos diminuiu 12,8% em um ano, somando R$ 1,77 bilhão. Em relação ao primeiro trimestre, a queda foi de 11,4%.
O desempenho da área de infraestrutura mostrou um avanço, com a receita saltando de R$ 15 milhões para R$ 89 milhões, o que representa um crescimento de 484,9%. Contudo, essa operação ainda representa uma fração pequena da receita total do grupo.
A prévia operacional também registrou um impacto negativo de R$ 231,8 milhões devido à marcação a mercado de derivativos contratados. Com o desconto do Imposto de Renda, o impacto foi de R$ 153 milhões. Esses contratos, que aumentam a exposição da holding às ações da Simpar e suas controladas, vencem em setembro de 2027, podendo ser liquidadas antecipadamente ou prorrogadas.
Com informações de forbes.com.br.









