O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou que a recente sanção imposta pelos Estados Unidos a empresários brasileiros influenciou a operação chamada Exchange, realizada nesta sexta-feira. A operação almejava prender Victor Henrique de Oliveira Shimada, um foragido suspeito de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Rodrigues explicou que a sanção, anunciada na quarta-feira, forçou a corporação a agir mais rapidamente, o que pode ter prejudicado a operação, resultando na não localização de Shimada. Ele é considerado parte de uma rede internacional de lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico de drogas e é alvo de investigações nos EUA.
Na operação, a PF conseguiu prender Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também está sob sanção dos EUA e é parente de Shimada, atuando como sua secretária e intermediária na coleta de grandes quantias de dinheiro para as operações de lavagem.
De acordo com as autoridades, os EUA acusaram Shimada de ser um “elo-chave” no tráfico, lavando mais de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 156 milhões) usando criptomoedas para enviar recursos ilícitos de volta ao Brasil. As sanções bloqueiam bens e qualquer empresa que tenha ligação direta ou indireta com os alvos.
A operação Exchange teve como objetivo desmantelar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas. A PF executou 11 mandados de prisão temporária, com sete cumpridos até o momento. Além disso, foram expedidos 13 mandados de busca em locais estratégicos, incluindo São Paulo, Santos e Praia Grande.
Segundo as investigações, Shimada e Stella utilizavam apelidos para despistar as autoridades, com ele sendo chamado de “o Japa” e ela de “Lara Croft”. Os envolvidos podem ser responsabilizados por diversos crimes, como associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Em nota, a defesa de Shimada informou que ainda não teve acesso às decisões judiciais relacionadas à operação e que qualquer manifestação sobre o caso seria precipitada no momento. O advogado mencionou que Shimada pode considerar a possibilidade de se entregar à Justiça.
Com informações de g1.globo.com.








