
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi detido durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma série de fraudes financeiras associadas ao Banco Master. A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Henrique desempenhava um papel fundamental na estrutura criminosa, sendo identificado como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo conhecido como “A Turma”. Este núcleo é acusado de realizar intimidações e vazamentos de dados sigilosos em favor de Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, Henrique Vorcaro teria efetuado um pagamento de R$ 400 mil para um grupo responsável por ações violentas e invasões de sistemas. Além disso, ele continuou a realizar repasses financeiros e a contatar membros do grupo investigado mesmo após as primeiras etapas da Operação Compliance Zero, que teve início em novembro de 2025 e janeiro de 2026. Documentos relevantes foram encontrados no celular de Marilson Roseno, alguém que é visto como parte desse grupo e que foi preso na terceira fase da operação.
Na nova etapa da operação, realizada na quinta-feira (14), a PF focou em indivíduos ligados a Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, associado a Vorcaro. Os alvos incluem integrantes de facções criminosas como “A Turma” e “Os Meninos”, que, segundo a PF, compunham uma rede de vigilância e intimidação supostamente sob a liderança do banqueiro.
A investigação também revelou que membros da própria força policial, incluindo uma delegada e policiais ativos e aposentados, estavam envolvidos em atos de intimidação, coleta de informações confidenciais e monitoramento de inimigos de Daniel Vorcaro.
Os mandados de prisão expedidos referem-se a:
– Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro;
– David Henrique Alves;
– Victor Lima Sedlmaier;
– Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos;
– Manoel Mendes Rodrigues;
– Anderson Wander da Silva Lima, policial federal em serviço na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;
– Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.
Para a PF, as condutas observadas indicam uma infiltração do grupo em “circuitos informacionais sensíveis”, utilizando pessoas de confiança ou com competências específicas para facilitar a movimentação de recursos e dados sigilosos em favor da organização criminosa.
Quanto à defesa de Henrique Vorcaro, uma nota foi enviada afirmando que a decisão judicial se baseia em fatos cuja legalidade e racionalidade econômica ainda não estão comprovadas. A defesa criticou a medida, alegando que deveria haver uma chance para apresentar explicações antes de ações tão severas. O g1 ainda não conseguiu estabelecer contato com os demais investigados.



