As investigações sobre o atentado cometido contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), revelam suspeitas envolvendo armas adquiridas em nome de colecionadores, caçadores e atiradores desportivos, conhecidos como CACs, que podem ter sido usadas como “laranjas”.
A investigação ganhou impulso após uma denúncia anônima recebida pelas autoridades pelo Disque Denúncia, logo após o ataque ocorrido em 27 de junho na cidade de São Caetano do Sul, localizada no estado de São Paulo.
O relato da denúncia sugere que os investigadores devem se concentrar nos locais relacionados ao roubo da motocicleta utilizada no crime. A expectativa é que as armas sejam identificadas, revelando a conexão com colecionadores irregularmente utilizados.
No entanto, essa informação ainda não foi confirmada pela Polícia Civil, que até o momento não conseguiu vincular as armas aos disparos contra o tenente, por falta de dados como números de série e registros claros de aquisição.
Envolvimento de Presos
A denúncia também aponta para um homem detido no Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros, identificado como possível mandante do atentado. Segundo a denúncia, ele teria passado ordens para seu filho, que as repassou para comparsas em liberdade. Este detento enfrenta diversas acusações, incluindo homicídio, tráfico de drogas e latrocínio.
Durante a análise do caso, ficou claro que o ataque ao tenente não aconteceu de forma isolada, indicando uma ação organizada com diferentes funções e veículos envolvidos.
Ataque Organizado
O tenente Pimentel foi ferido na cabeça por um tiro disparado por um garupa de motocicleta. Ele foi socorrido em estado grave e, até o fechamento desta edição, seguia internado. A apuração inicial da Polícia Civil indica que pelo menos quatro veículos participaram da operação, todos relacionados a indivíduos que foram posteriormente presos.
Além disso, um homem foi preso sob a suspeita de ocultar a motocicleta utilizada no crime, recebendo uma quantia em dinheiro para isso. As investigações apontam que um resgate armado de suspeitos estava em discussão, envolvendo armas de fogo e veículos blindados.
Armas Registradas de Forma Duvidosa
A utilização de laranjas para a compra de armas legalmente registradas complica a identificação do verdadeiro responsável por seu uso criminoso. Essa prática permite que os verdadeiros compradores permaneçam ocultos, dificultando a investigação. Contudo, até agora, não há provas conclusivas de que esse método foi utilizado no caso do tenente Pimentel.
A apuração busca localizar as possíveis armas utilizadas, com a necessidade de confrontar as cápsulas encontradas na cena do crime com os registros de aquisição e posse. A identificação precisa da cadeia de posse será fundamental para avançar na investigação.
Desde o atentado, a Rota tem estado atenta e, durante operações policiais, já ocorreram mortes de suspeitos que poderiam esclarecer o caso. Ocorrências assim levantaram preocupações sobre a preservação de provas e o potencial impacto na investigação.
A busca pelo atirador e pelos responsáveis pela logística do ataque continua, com um dos principais suspeitos, conhecido como Golias ou Peruca, ainda foragido. A Secretaria da Segurança Pública está oferecendo uma recompensa para informações que levem à sua localização.
Com informações de metropoles.com.









