A influenciadora Lara Daniella Oliveira Cruz, conhecida como “Pocahontas”, foi liberada da prisão na noite da última quarta-feira, após ser detida na Operação Black Card. Sua soltura contrasta com a situação de seu noivo, Luan Matheus Feliciano, que continua preso por um mandado expedido pela Justiça do Distrito Federal.
A defesa de Lara conseguiu um resultado rápido para sua liberação, enquanto as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal seguem focadas em Luan Matheus. De acordo com a apuração, ele costumava exibir um estilo de vida luxuoso, sem nenhuma profissão declarada ou fonte de renda que justificasse seus gastos com carros importados e viagens para lugares paradisíacos.
Luan não é desconhecido nas práticas ilegais, tendo sido preso anteriormente por estelionato, revelando um histórico de envolvimento com fraudes que sustentavam o patrimônio do casal.
Rotina de ostentação
A ostentação de Luan Matheus era frequentemente demonstrada nas redes sociais, especialmente através da conta de sua parceira, Lara. Juntos, exibiam viagens para resorts de luxo e a compra constante de carros caros, joias valiosas e roupas de marcas renomadas.
As investigações indicam que Lara exercia um papel crucial como operadora financeira do esquema, utilizando o dinheiro obtido de crimes eletrônicos para financiar suas viagens e compras em lugares sofisticados ao redor do mundo.
Os momentos de lazer de Lara eram marcados por experiências gastronômicas nos melhores restaurantes e atividades radicais, como passeios de jet-ski. Ela costumava compartilhar em suas redes sociais viagens e estadias em hotéis de alto padrão, frequentemente posando ao lado de veículos de luxo.
Lavagem de dinheiro
Além das viagens e ostentações, Lara tinha uma preocupação com joias requintadas e moda internacional. Para dar uma aparência de legitimidade à sua fortuna adquirida de forma duvidosa, mantinha uma loja de sapatos que, segundo as investigações, era utilizada para lavar dinheiro.
O relatório de investigação destaca que Lara estava diretamente envolvida na operação do grupo criminoso, ajudando na coordenação das fraudes e na gestão do dinheiro ilícito.
A pesquisa também revelou que Lara administrava um canal no Telegram voltado para apostas eletrônicas, uma prática ilegal caso não regulamentada nos órgãos federais do Brasil.
Estrutura criminosa
A ação policial tem como objetivo desmantelar completamente uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Os agentes cumpriram 18 mandados, sendo sete de prisão temporária e 11 de busca e apreensão.
O modus operandi do grupo era complexo: obtinham dados bancários de maneira ilícita e usavam maquininhas de pagamento registradas em nomes falsos, criando links de cobrança e dividindo os lucros em empresas recém-formadas e contas de laranjas.
A polícia observou que, após a prisão de um dos líderes do grupo, os outros membros passaram a adotar medidas cautelares, como apagar perfis nas redes sociais e trocar de telefone, dificultando a investigação.
A estrutura da organização incluía funções específicas: desde captadores de dados até gerentes financeiros, e foram identificadas movimentações financeiras suspeitas nas contas dos envolvidos. Durante a operação, foram apreendidos valores em dinheiro, relógios de luxo e celulares.
A defesa de Lara se manifestou, afirmando que ela está colaborando ativamente com as autoridades. Em nota, a advogada declarou que a verdade será demonstrada nos autos.
Até o fechamento desta edição, a defesa de Luan Matheus não foi localizada para comentar sobre a manutenção de sua prisão.
Com informações de metropoles.com.









