
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a situação política em torno de Claudio Castro (PL) se torna cada vez mais delicada à medida que o próprio partido pressiona sua desistência da candidatura ao Senado. O PL já começou a explorar possíveis candidatos para preencher a vaga na chapa do Rio de Janeiro, sendo que a decisão final sobre Castro e seu possível substituto estará nas mãos do clã Bolsonaro.
Integrantes do PL acreditam que a operação da Polícia Federal, realizada na última sexta-feira (15), que investiga Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, tornou a imagem do ex-governador ainda mais prejudicial. Essa situação não impacta apenas a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, mas também a de Douglas Ruas (PL) ao governo estadual.
Atualmente, Castro enfrenta inelegibilidade e seus aliados reconhecem que ele poderá enfrentar novos problemas legais ligados ao Banco Master e à RioPrevidência, o fundo de previdência do estado fluminense. A Polícia Federal investiga a possibilidade de que a RioPrevidência tenha investido recursos de aposentados em ativos de alto risco relacionados ao Master, mesmo quando a instituição estava sob a vigilância do Banco Central.
Em um contexto em que Flávio Bolsonaro parece ter tido interação financeira com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, a situação se torna ainda mais crítica na avaliação de membros do PL. Para esse grupo, permitir que Castro continue em sua candidatura, que é fragilizada legalmente, é um erro grave. Eles o consideram atualmente o “pior cabo eleitoral” que a chapa poderia ter. A preocupação é que o projeto eleitoral do partido, envolvendo Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro, não pode ser colocado em risco por um interesse pessoal de Castro.
Em função disso, uma parte do PL já defende que Castro desista da candidatura ao Senado, abrindo espaço para um candidato com menos complicações jurídicas e eleitorais. Entre os nomes cogitados para a sua substituição estão os de Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Altineu Côrtes e Carlos Portinho, todos deputados federais, exceto Portinho, que é senador.
Não se descarta a possibilidade de que o PL considere um candidato de fora do partido, como o delegado da Polícia Civil Felipe Curi (PP), conhecido por realizar operações de grande envergadura contra organizações criminosas no Rio de Janeiro.
Ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre essa questão, e a expectativa é de que a palavra final venha de Flávio e Jair Bolsonaro. Enquanto isso, eventos partidários importantes e a apresentação da chapa da direita no estado permanecem suspensos, aguardando uma definição. A previsão é que não hajam atos políticos mais amplos nesta linha até o final de junho.
Integrantes do PL reconhecem que a situação atual não é a ideal, mas ressaltam que o estado do Rio, sendo a base eleitoral de Flávio Bolsonaro e sua família, oferece alguma consolidação para a direita, minimizando prejuízos maiores nesse cenário.



