Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a divulgação de informações referentes à investigação da Polícia Federal (PF) sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA). O caso envolve acusações de que Wagner teria recebido compensações financeiras para favorecer o Banco Master.
Novas evidências trazidas à tona pela PF revelam que foram registradas 74 ligações entre Jaques Wagner e Augusto Lima, um ex-sócio de Daniel Vorcaro, outro investigado na operação por supostas fraudes financeiras. Esses contatos, realizados entre novembro de 2023 e maio de 2025, totalizaram mais de cinco horas e meia de conversas, evidenciando um relacionamento próximo entre os dois.
Em resposta às acusações, Wagner, que busca reeleição ao Senado em outubro, declarou estar “tranquilo” e se comprometeu a “provar a inocência”.
Entre os detalhes do inquérito, a PF identificou que Lima convidou Wagner e sua família para um passeio de avião até a Ilha da Paixão. O relatório também menciona que, em 2024, Lima estabeleceu uma prática de presenteio com garrafas de vinho custando entre R$ 2.500 e R$ 5.300 para políticos baianos, incluindo Wagner, Rui Costa e Bruno Reis.
Além disso, a investigação revelou que Lima patrocinou ingressos para shows da cantora Taylor Swift para a família do senador, somando um valor total de R$ 66.839. Esses convites foram intermediados por uma empresa que também está sendo investigada na Operação Compliance Zero.
Outro ponto destacado pela PF foi a organização de encontros entre Wagner e Lima em seu gabinete, durante períodos cruciais para tramitações que interessavam ao Banco Master. Mensagens de áudio analisadas indicam que esses encontros foram agendados, inclusive um em que Jorge Messias, advogado-geral da União, foi mencionado.
Wagner e Lima não são novos no cenário político e econômico, e suas ligações levantam questões importantes sobre a transparência nas relações entre políticos e instituições financeiras.
Com informações de g1.globo.com.








