A Polícia Federal realizou a apreensão de uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (8), em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. A ocorrência se deu após um homem se apresentar à PF, expressando a vontade de entregar a arma, uma vez que não havia como regularizar seu transporte.
A arma em questão era a última de uma lista de armamentos associados ao ex-presidente que ainda precisava ser recolhida, em cumprimento a uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Essa ação coincide com buscas realizadas pela PF na residência de Bolsonaro, onde um mandado previa a coleta de armas, munições e documentos. No entanto, nada foi encontrado durante essa busca.
Atualmente, Bolsonaro cumpre uma sentença de 27 anos e 3 meses de prisão, estando em prisão domiciliar humanitária, aprovada por Moraes e prorrogada após um período inicial de 90 dias. O ministro justificou as buscas devido a informações que indicavam discrepâncias entre as armas registradas em nome de Bolsonaro e aquelas que haviam sido entregues aos órgãos competentes.
Na sequência da apreensão, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e revogar seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além de determinar a apreensão de todas as armas registradas em seu nome. Essa decisão foi tomada após a apreensão de uma pistola em uma blitz no Distrito Federal.
A defesa do ex-presidente informou que, de um total de 10 armas citadas em uma decisão anterior, duas já haviam sido entregues à PF, enquanto o restante estava guardado no Batalhão de Polícia do Exército em Brasília. Entretanto, o Exército comunicou ao STF que não possuía duas das armas mencionadas, resultando em uma nova verificação da defesa, que apontou uma espingarda em uma importadora no Rio Grande do Sul.
Com informações de g1.globo.com.









