Em uma movimentação recente, a Polícia Federal solicitou a abertura de um inquérito para investigar Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e suas possíveis ligações com tráfico de influência. Essa decisão surge após críticas da oposição em relação à atuação da PF, especialmente em contextos que envolvem os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, foi encarregado de relatar a investigação. A medida foi impulsionada por pressões externas e questionamentos dentro do próprio STF sobre a falta de apurações dirigidas a Lulinha, enquanto havia investigações mais visíveis contra Eduardo e Flávio Bolsonaro.
Segundo o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, a abertura desse novo inquérito se deve à ausência de indícios de irregularidades na investigação das fraudes do INSS. Ele classifica a ação da PF como “pesca probatória”, uma vez que, na visão dele, não emergiram evidências comprometedoras a partir da investigação anterior.
A nova investigação não está ligada ao escândalo do INSS, mas, de acordo com as fontes, a PF encontrou indícios de que Lulinha pode ter ajudado o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações com o Ministério da Saúde, especialmente relacionadas a medicamentos de cannabis medicinal. A apuração inicial foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada por outras fontes.
Foi apurado também que Lulinha e Careca tinham interesses de negócios na área de cannabis medicinal, incluindo a tentativa de fechar um contrato milionário com o Ministério da Saúde entre 2024 e 2025. O contrato não foi concretizado, mas a defesa de Lulinha ressalta que não houve qualquer transação financeira entre seu cliente e Careca.
No início deste ano, foi relatado que Careca foi recebido no Ministério da Saúde por Swedenberger Barbosa, ex-secretário-executivo da pasta. Berger declarou que a reunião aconteceu dentro das atribuições do cargo, sem influências políticas na condução do encontro.
Ressaltando mais a conexão, as movimentações financeiras de Lulinha chamaram atenção, com cerca de 1,5 mil transações bancárias e R$ 19,5 milhões movimentados entre 2022 e 2026.
Em meio a essa discussão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, se houver provas de irregularidades, seu filho deve ser investigado. Essa nova fase da investigação é vista por muitos como uma resposta direta às reivindicações da oposição e às cobranças da sociedade.
Com informações de g1.globo.com.









