A PepsiCo superou as expectativas de receita do segundo trimestre, alcançando US$ 24,1 bilhões, impulsionada pela alta demanda por refrigerantes prebióticos, bebidas sem açúcar e lanches ricos em proteínas. Esse desempenho ajudou a compensar as vendas mais fracas de alimentos na América do Norte, especialmente em um cenário de pressão financeira sobre os consumidores.
As empresas do setor de alimentos e bebidas têm enfrentado custos altos de petróleo, influenciados pela guerra no Irã, o que impacta diretamente as despesas com embalagem e logística. Além disso, precisam atender a uma demanda crescente por produtos que atendam a preocupações com saúde e custo-benefício.
A PepsiCo prevê que os custos de insumos continuarão a aumentar no segundo semestre, porém, o diretor financeiro, Steve Schmitt, acredita que a recuperação de tarifas pagas anteriormente e melhorias em produtividade podem ajudar a mitigar esses efeitos.
Para conquistar os consumidores preocupados com orçamentos, a PepsiCo reduziu os preços de marcas como Lay’s e Doritos em até 15% na América do Norte. Essa estratégia busca reter clientes que estão cada vez mais optando por alternativas mais em conta e por embalagens menores devido à inflação persistente.
“O trimestre mostrou resultados moderados, com o setor de alimentos e bebidas nos EUA enfrentando um desempenho mais contido devido ao aperto nos orçamentos dos consumidores”, comentou o presidente-executivo, Ramon Laguarta.
A companhia também está inovando suas marcas, lançando produtos sem corantes ou aromatizantes artificiais, como o Gatorade Low Sugar, além de opções com alto teor de proteína, como o Propel e os Quaker Protein Rice Crisps, para atender à demanda por dietas saudáveis.
As vendas de alimentos na América do Norte caíram 2%, principalmente devido a preços líquidos efetivos mais baixos, conforme apontou Schmitt.
A PepsiCo manteve suas previsões para o ano, esperando um crescimento orgânico da receita entre 2% e 4% para o exercício fiscal de 2026, além de um aumento de lucro por ação entre 4% e 6%, em moeda constante.
De acordo com a analista da eMarketer, Suzy Davidkhanian, o verdadeiro desafio da PepsiCo é garantir que suas marcas continuem relevantes em um mercado em mudança. “Os consumidores estão gastando, mas estão mais seletivos sobre onde colocar seu dinheiro e esperam que as marcas que conhecem se adaptem às suas necessidades, oferecendo opções variadas”, completou.
A receita trimestral da empresa cresceu 6,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, superando as previsões de crescimento de 5,4% que estimavam arrecadação de US$ 23,95 bilhões. O lucro básico por ação no trimestre subiu para US$ 2,20, contra US$ 2,12 no ano passado.
Com informações de forbes.com.br.







