O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, natural de Timbó, em Santa Catarina, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ocupa o cargo desde setembro de 2011 e está afastado desde fevereiro deste ano devido a acusações de importunação e assédio sexual, que foram feitas por duas mulheres.
Buzzi, de 68 anos, foi acusado por uma jovem de 18 anos de importunação sexual enquanto estavam em férias em Balneário Camboriú. Além disso, uma ex-funcionária do STJ relatou episódios recorrentes de assédio sexual e importunação durante o período em que trabalhou com ele.
Em relação às suspeitas sobre venda de sentenças, a PF está analisando informações coletadas na Operação Sisamnes, que investiga um esquema de negociação de sentenças no STJ desde novembro de 2024. Os investigadores apontaram ligações com familiares do ministro. A defesa de Buzzi, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que ele não está relacionado a atividades de seus familiares, além de estar impedido de atuar em casos onde eles estejam envolvidos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove pessoas, entre operadores e ex-servidores, por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro no contexto das investigações sobre venda de sentenças.
O julgamento de Marco Buzzi, em relação às denúncias de crimes sexuais, está agendado para o dia 6 de agosto, às 9h. O caso será tratado sob sigilo, visando preservar a intimidade das partes envolvidas. Desde a eclosão das acusações, o ministro foi afastado cautelarmente do STJ e aguarda a decisão sobre eventuais sanções disciplinares, podendo enfrentar a aposentadoria compulsória ou até a perda do cargo.
Além do processo administrativo, as investigações seguem também na esfera criminal sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, devido ao foro por prerrogativa de função.
Com informações de g1.globo.com.








