De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu na segunda-feira, 11 de setembro, que a escalada dos preços do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio exige uma reavaliação constante por parte da Petrobras dos preços dos combustíveis no Brasil.
A declaração foi feita após uma reunião em Brasília com Magda Chambriard, presidente da Petrobras, que é controlada pelo governo e também tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores. Quando questionado sobre a possibilidade de a estatal manter por mais tempo a defasagem de aproximadamente 30% no diesel e 65% na gasolina em relação aos preços internacionais — um cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) —, Durigan ressaltou que essa discussão caberia à Petrobras.
"O que percebo é que há uma necessidade da Petrobras de ir revendo esses valores", declarou Durigan. Ele também destacou que, por parte do governo, é preciso ter "mecanismos adicionais" com o objetivo de preparar o país para enfrentar o cenário difícil criado pela guerra, afirmando que "o Brasil não deseja ser sócio da guerra".
Além disso, o ministro solicitou ao Congresso Nacional que vote, ainda nesta semana, um projeto de lei que permitiria transformar um aumento nas receitas extraordinárias provenientes do petróleo em uma diminuição dos tributos sobre os combustíveis. Essa mudança possibilitaria ao governo baixar a carga tributária sobre os combustíveis sem a necessidade de elevar outros impostos para compensar a perda na arrecadação.
Durigan expressou sua expectativa de que o projeto seja aprovado rapidamente, pedindo que tanto a Câmara quanto o Senado possam votar a proposta o quanto antes. "Se conseguirmos que a votação ocorra ainda esta semana, será ainda mais benéfico para o governo", concluiu o ministro.
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Fernando Frazão/Agência Brasil

