Uma mulher foi sentenciada a 117 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por facilitar abusos sexuais contra suas duas filhas e a enteada, em Criciúma, Santa Catarina. A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina revelou que ela entregava as crianças aos abusadores em troca de presentes e dinheiro, para si e para as vítimas.
A decisão judicial, proferida no início de julho, não apenas condenou a mãe, mas também outros dois homens implicados no crime. Somando as penas, os três receberam mais de 190 anos de prisão. Os nomes dos condenados não foram divulgados.
Na sentença, foram reconhecidos diversos crimes, como estupro de vulnerável, favorecimento e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de aliciamento para atos libidinosos. Todos os condenados terão que pagar uma indenização de R$ 210 mil por todo o sofrimento causado às vítimas.
Os abusos ocorreram ao longo de quase dez anos, entre 2015 e 2024, começando quando as crianças tinham apenas 6, 7 e 8 anos. Durante esse período, a mulher também obrigava as meninas a assistirem a vídeos pornográficos e mantinha relações com um dos homens na presença delas.
A situação chegou ao conhecimento das autoridades quando as jovens, já adultas, decidiram contar suas experiências a pessoas próximas, que por sua vez acionaram as autoridades competentes. O Ministério Público apresentou o caso à Justiça em janeiro de 2026.
A sentença destaca que a mulher, responsável pela guarda das crianças, omitiu-se e até incentivou os abusos, persuadindo as meninas a aceitar as violências em troca de vantagens materiais.
Penas dos condenados
- Mãe e madrasta: 117 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável, aliciamento, entre outros. Já estava presa e teve o direito de recorrer em liberdade negado.
- Réu que abusou das três meninas: 55 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, por múltiplos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento.
- Réu que abusou de duas das vítimas: 18 anos, 1 mês e 23 dias de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável.
Com informações de g1.globo.com.








