
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem intensificado sua estratégia de campanha ao associar seu adversário, o presidente Lula (PT), à ideia de antiquado. Em várias ocasiões, ele se referiu ao petista como “opala velho”, fazendo uma alusão direta à sua idade, que é de 80 anos. Essa abordagem busca criar um desgaste típico em disputas eleitorais, visando desacreditar o oponente ao vinculá-lo à noção de desatualização.
No entanto, essa tática sofreu um abalo após uma recente interação entre Lula e Donald Trump em Washington, realizada na quinta-feira (7). Durante o encontro, que abordou temas como terras raras, crime organizado e comércio, o presidente dos Estados Unidos expressou suas impressões positivas sobre Lula em suas redes sociais, descrevendo-o como um líder “muito dinâmico”.
Esse elogio de Trump, figura central do bolsonarismo, atua como um curioso “atestador de vigor” em contraste com a narrativa que Flávio Bolsonaro tenta construir. Vale lembrar que Trump, em sua corrida eleitoral anterior, havia questionado a capacidade física e mental de seu oponente, Joe Biden.
Assim, a fala do presidente americano enfrenta de frente a estratégia de Flávio, que busca rotular Lula como um político obsoleto. Por um lado, o bolsonarismo tenta colar uma imagem negativa na figura de Lula; por outro, o petista acaba adquirindo um ativo político inesperado, reforçando o dilema dentro do jogo eleitoral que já se desenha.
Dessa forma, a dinâmica política se complica, e Lula pode se beneficiar desse elogio no cenário atual. A obra do bolsonarismo de desacreditar o ex-presidente se torna mais desafiadora diante do respaldo inesperado de uma figura de proa na política internacional.



