De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que estabelece o dia 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A cerimônia de sanção, realizada no Palácio do Planalto, foi marcada por críticas contundentes à administração de Jair Bolsonaro, que liderou o Brasil durante a crise sanitária.
Lula enfatizou a importância da data, afirmando: "Se não fazemos isso, caímos no esquecimento. E é tudo que essas pessoas desejam, o esquecimento. Quem vive de mentiras geralmente ignora a verdade." O presidente também recordou declarações de Bolsonaro sobre a vacinação, mencionando uma entrevista no canal de YouTube de um de seus filhos, onde o ex-presidente questionou a urgência vacinal, afirmando que "a pressa da vacina não se justifica".
O legislador destacou ainda as investigações da CPI da Covid no Senado, que apurou irregularidades na negociação de vacinas durante a gestão Bolsonaro, além das frequentes mudanças nos comandos do Ministério da Saúde, incluindo a liderança do general Eduardo Pazuello.
A crítica se estendeu à condução do enfrentamento da pandemia no país. Para Lula, se as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as orientações de especialistas tivessem sido seguidas, o Brasil teria registrado menos mortes. Ele comentou sobre a propagação de desinformação, citando profissionais da saúde que prescreviam cloroquina e diziam que vacinas provocavam transformações absurdas nas pessoas, ressaltando: "É necessário dar nome aos responsáveis para que aprendam a respeitar a vida humana."
Definição da data: O 12 de março foi escolhido por ser a data em que ocorreu a primeira morte relacionada à Covid-19 no Brasil, em 2020, na cidade de São Paulo. Essa data simboliza a necessidade de reconhecer o profundo impacto da pandemia na vida de milhões de brasileiros. No dia 11 de março de 2020, a OMS declarou a pandemia, que até agora resultou em mais de 700 mil óbitos no Brasil, sendo 2021 o ano mais desastroso, com mais de 420 mil mortes confirmadas.
Originário do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e com relato do senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi aprovado recentemente no Senado, seguindo para sanção presidencial. Segundo o relator, criar este dia é uma ação de caráter simbólico e educativo, voltada para honrar a memória das vítimas e ressaltar a relevância de políticas públicas eficazes na área da saúde.

