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ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Lula embarca para os EUA em busca de diálogo com Trump sobre estratégias contra o crime organizado no Brasil.

Por Portal WF

De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia sua viagem aos Estados Unidos nesta quarta-feira, 6 de outubro, com o objetivo de se encontrar com o presidente americano, Donald Trump. O encontro está agendado para ocorrer na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira, 7 de outubro.

Este diálogo é considerado por representantes da diplomacia brasileira uma oportunidade significativa para restabelecer as relações comerciais entre Brasil e EUA, que passaram por um período obscuro e por imposições tarifárias. Entre os assuntos a serem abordados na pauta, destacam-se:

  • Críticas ao PIX;
  • Colaboração no enfrentamento do crime organizado e do tráfico de drogas;
  • Parcerias em minerais críticos e terras raras;
  • Geopolítica na América Latina, Oriente Médio e nas Nações Unidas;
  • Questões relacionadas às eleições no Brasil.

A viagem é o resultado de um processo de reaproximação iniciado em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump mantiveram uma conversa telefônica que durou cerca de 50 minutos. Em seguida, Lula expressou seu desejo de visitar Washington em março para um encontro presencial, mas a escalada do conflito no Oriente Médio atrasou a programação.

Desde aquele telefonema até a data atual, as relações, já marcadas por divergências, se tornaram mais complexas, especialmente devido ao contexto internacional, que inclui a guerra no Oriente Médio e eventos diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e a controversa prisão e libertação do deputado Alexandre Ramagem. Esses fatores adicionaram um grau significativo de tensão e desafios às negociações entre os dois países.

Um aliado próximo de Lula comentou que o encontro com Trump pode ser considerado "um ponto de partida ao invés de um ponto de chegada" no que tange aos acordos.

Questões em Foco

Críticas ao PIX
Recentemente, representantes das administrações de Lula e Trump se reuniram em Washington para discutir uma investigação aberta pelos EUA contra o Brasil, citando a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa investigação alega práticas econômicas consideradas desleais, especialmente em relação ao PIX e ao etanol, além de medidas que, segundo os EUA, restringem o acesso de empresas americanas ao mercado brasileiro. Lula, por sua vez, tem reafirmado que "ninguém" irá forçar o Brasil a modificar o sistema do PIX, enfatizando que, apesar das declarações de americanos contra o Brasil, a prioridade continua sendo o diálogo e a busca de um consenso.

Combate ao Crime Organizado e Narcotráfico
No final do último ano, Lula levantou a bandeira de uma possível colaboração entre Brasil e EUA para combater o crime organizado. A proposta inicial incluiu o congelamento de ativos ilícitos de criminosos brasileiros nos EUA e a luta contra o tráfico de armas que abastece facções como o Comando Vermelho e o PCC. No entanto, uma contraproposta do governo Trump exigia que o Brasil recebesse prisioneiros estrangeiros detidos nos Estados Unidos, similar ao modelo de El Salvador, o que foi rejeitado. Além disso, os EUA desejam que o Brasil desenvolva um plano para desmantelar organizações criminosas estabelecidas em seu território. Há discussões também sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas, o que poderia justificar ações unilaterais.

Minerais Críticos e Terras Raras
O Brasil enfatiza a necessidade de que a exploração de minerais críticos e terras raras seja realizada sob sua supervisão, garantindo transferência de tecnologia e aumentando a capacidade nacional na indústria desses recursos. O país já anunciou que não pretende se juntar à aliança promovida pelos EUA nesse setor, optando por formar acordos bilaterais. É importante ressaltar que o Brasil possui uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo, ocupando a segunda posição global.

Questões Geopolíticas
No tocante à Venezuela, Lula pretende discutir as circunstâncias atuais de Nicolás Maduro e sua esposa, detidos pelos EUA, considerando essa abordagem uma violação da soberania. O Brasil defende a importância de um diálogo transparente, evitando tensões. A situação em Cuba também é uma preocupação que o governo brasileiro deseja abordar, temendo que a crise humanitária possa gerar instabilidade na América Latina.

Além disso, Lula tem criticado as ações militares dos EUA no Irã, buscando um chamado à paz e lamentando a perda de prestígio das Nações Unidas, propondo reformas no órgão. O Brasil, por sua vez, rejeita a criação de um conselho pela paz sugerido por Trump, defendendo que o tema deve ser discutido em um contexto multilateral.

Eleições no Brasil
Durante a reunião com Trump, Lula espera garantir que o líder americano mantenha uma posição de neutralidade em relação ao pleito eleitoral brasileiro, evitando assim qualquer apoio implícito a seu opositor, Flávio Bolsonaro. Essa dinâmica pode ser explorada na campanha de Lula, que busca fortalecer sua imagem como um líder com influências internacionais.

Este encontro é uma oportunidade crucial para o Brasil promover suas posições e interesses em um cenário global complexo.

Referência técnica: g1.globo.com

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