A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta que muitos partidos do Centrão optarão pela neutralidade na próxima eleição presidencial. Após diálogos com líderes partidários, a coordenação da campanha do petista acredita que partidos como Progressistas, União Brasil e Republicanos não apoiarão o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e permitirão que seus membros tomem decisões independentes nos Estados.
Além disso, a expectativa é que o MDB também se mantenha neutro. Em relação ao PSD, que tem Ronaldo Caiado como candidato, a análise indica que pode haver apoio a Lula em algumas regiões, como na Bahia.
Um interlocutor próximo a Lula comentou que o cenário é mais favorável do que o esperado. “Se o candidato da direita fosse Tarcísio de Freitas, esses partidos poderiam se unir, mas com Flávio Bolsonaro isso não deverá ocorrer”, afirmou.
Ainda segundo esses interlocutores, o presidente deve aproveitar a turbulência na campanha de Flávio Bolsonaro e deixar a polarização de lado, buscando se conectar com o eleitorado de centro. Eles afirmam que essa polarização já entregou seus resultados e que agora é o momento de atrair os independentes.
A crise na campanha de Flávio Bolsonaro também está ligada a questões familiares, especialmente com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Um recado indireto enviado por Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai de Flávio, indicou a necessidade de unidade para derrotar Lula, o que gerou desconforto no grupo de Michelle.
Além disso, a defesa de Jair Bolsonaro deve argumentar que ele não desrespeitou as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal, mesmo com a carta divulgada pelo senador. A defesa alega que ele não usou redes sociais alheias, mas a situação gerou novos desentendimentos.
Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por sua participação no evento golpista de 2022. Desde março de 2026, ele está sob monitoramento e enfrenta limitações como proibição de uso de redes sociais.
No âmbito familiar, a ex-primeira-dama revelou ter se sentido maltratada e humilhada por Flávio, o que cria um clima complicado para a campanha. Esse descontentamento torna difícil a reconciliação na família Bolsonaro. A relação entre Flávio e Michelle se deteriorou a ponto de ser considerada insustentável por líderes do partido PL.
Com informações de g1.globo.com.








