Nesta segunda-feira (13), Larry Ellison caiu para a oitava posição entre os mais ricos do mundo, sendo ultrapassado por Jensen Huang, da Nvidia, cuja fortuna é estimada em US$ 176,3 bilhões, ou R$ 904,42 bilhões. A alteração no ranking ocorreu após uma intensa onda de vendas de ações que quase reduziu pela metade a fortuna de Ellison, em meio a crescentes preocupações do mercado sobre os investimentos da Oracle em inteligência artificial.
As ações da Oracle despencaram mais de 5%, sendo negociadas a menos de US$ 133 (R$ 682,29). Esta queda ampliou a desvalorização acumulada para 47% desde o pico de US$ 250 (R$ 1.282,50) registrado em 1º de junho.
Ellison, que possui cerca de 40% das ações da Oracle, viu seu patrimônio líquido cair em US$ 8 bilhões (R$ 41,04 bilhões), totalizando US$ 175,2 bilhões (R$ 898,78 bilhões). Huang também teve uma redução em sua fortuna, que diminuiu em US$ 6 bilhões (R$ 30,78 bilhões) após uma queda de 3,4% nas ações da Nvidia, conforme estimativas de fontes financeiras.
Desde o seu pico acima de US$ 300 bilhões (R$ 1,539 trilhão) em 1º de junho, quando ocupava a segunda posição no ranking global, Ellison perdeu US$ 124,8 bilhões (R$ 640,22 bilhões) em patrimônio.
Um número crescente de analistas está questionando os planos da Oracle de investir cerca de US$ 70 bilhões (R$ 359,1 bilhões) durante o atual ano fiscal, com a possibilidade de esse valor aumentar em até US$ 25 bilhões (R$ 128,25 bilhões). Um relatório da Melius Research destacou que se empresas como OpenAI ou Anthropic demandarem mais capacidade computacional, o plano de investimentos da Oracle poderá enfrentar dificuldades.
Nesta quinta-feira (9), a S&P Global rebaixou a classificação de crédito da Oracle, ressaltando que, embora o setor de infraestrutura para inteligência artificial esteja em rápida expansão, ele requer investimentos altos que podem fragilizar a situação financeira da empresa no curto prazo.
Número de destaque
US$ 494 bilhões (R$ 2,534 trilhões).
Esse é o valor que a Oracle perdeu em capitalização de mercado desde o seu pico de US$ 877,1 bilhões (R$ 4,499 trilhões) em setembro. Atualmente, a empresa está avaliada em cerca de US$ 383 bilhões (R$ 1,965 trilhão), em comparação aos aproximadamente US$ 649 bilhões (R$ 3,329 trilhões) de sua capitalização no final de maio.
Ainda nesta segunda-feira, a fortuna de Elon Musk caiu para menos de US$ 900 bilhões (R$ 4,617 trilhões) pela primeira vez desde antes da oferta pública inicial da SpaceX, após uma queda de mais de 5% das ações da fabricante de foguetes. A recente onda de vendas reduziu US$ 45,7 bilhões (R$ 234,44 bilhões) de sua fortuna, que agora é estimada em US$ 871,6 bilhões (R$ 4,471 trilhões).
O que está acontecendo?
A Oracle vem intensificando seus investimentos em computação em nuvem e inteligência artificial, assim como seus concorrentes. As ações da companhia dispararam antes da divulgação de seu balanço recente, no início de junho, quando o mercado esperava um aumento significativo nas receitas, com uma carteira de pedidos acima de US$ 660 bilhões (R$ 3,386 trilhões).
Apesar de superar as expectativas de receita e lucro trimestrais, a Oracle deixou investidores decepcionados. Adam Crisafulli, analista da Vital, apontou que a previsão de vendas da empresa para o ano fiscal de 2027 foi considerada uma “decepção”. Ele destacou que a Oracle apenas reafirmou sua estimativa anterior de US$ 90 bilhões (R$ 461,7 bilhões) em receita total, o que também não animou o mercado.
Com informações de forbes.com.br.









