
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, reafirmou neste sábado (9) a determinação de seu governo em manter o tratado de defesa mútua com a Rússia. Essa declaração foi feita em uma mensagem enviada ao presidente Vladimir Putin, parabenizando o país pela comemoração do aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Na sua comunicação, Kim enfatizou a importância da parceria com Moscou, destacando que Pyongyang dá "prioridade máxima" a essa aliança, assim como seu compromisso em "cumprir as obrigações do tratado interestatal", conforme reportado pela emissora estatal KRT. Vale lembrar que o "Tratado de Parceria Estratégica Abrangente" foi firmado entre a Rússia e a Coreia do Norte em 2024, durante uma visita de Putin à capital norte-coreana, contemplando uma cláusula de defesa mútua.
Neste mesmo dia, a Rússia realizou seu desfile mais discreto em anos para o Dia da Vitória, em parte devido às crescentes ameaças de ataques vindos da Ucrânia. A vitória russa na região, conforme apontam os especialistas, tem se mostrado extremamente desafiadora, mesmo após mais de quatro anos de um dos conflitos mais sangrentos da Europa contemporânea.
Além disso, durante a cerimônia, tropas norte-coreanas que estiveram ativas na luta contra ucranianos na região de Kursk também marcaram presença no desfile, refletindo a colaboração militar entre os dois países.
Entenda a guerra na Ucrânia
Desde fevereiro de 2022, a Rússia vem executando uma invasão em larga escala da Ucrânia, atualmente controlando aproximadamente 20% do território ucraniano. Durante o mesmo ano, o presidente Putin anunciou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Os avanços russos no leste têm sido lentos, e Moscou não demonstra qualquer intenção de alterar seus objetivos de guerra.
Por outro lado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado para que se busque um acordo de paz durante esse conflito. As forças ucranianas, por sua vez, têm realizado ataques cada vez mais audazes dentro do território russo, com a intenção de enfraquecer a infraestrutura do Exército russo.
O governo de Putin intensificou suas ofensivas aéreas, incluindo ataques com drones, buscando retaliar contra as ações ucranianas. Embora ambos os lados neguem intencionalidade em atingir civis, o conflito já causou milhares de mortes, a maioria delas de civis ucranianos.
Estima-se que a linha de frente tenha registrado um elevado número de perdas entre soldados, embora as informações oficiais sobre as baixas permaneçam escassas e imprecisas. De acordo com dados dos Estados Unidos, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas sofreram ferimentos ou morte decorrentes da guerra.



