A Justiça de São Paulo validou o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, permitindo a renegociação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas da empresa. A decisão foi fruto de um acordo com bancos e investidores e abre caminho para várias mudanças, como conversão de dívidas em ações, aumento de capital e reestruturação dos negócios.
O plano contou com a adesão de 81,6% dos credores financeiros quirografários e não enfrentou contestação. Com a homologação, os novos termos se aplicam a todos os credores, mesmo àqueles que não concordaram com o acordo. Essa decisão é crucial para a Raízen, que busca melhorar sua liquidez e estruturar melhor sua operação.
Entre as próximas etapas, está prevista a conversão de parte das dívidas dos credores que optarem pela “Opção A” em ações da Raízen, além da emissão de novos títulos de dívida com garantia.
O plano ainda inclui um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, que será feito em dinheiro pela Shell Brasil Petróleo. A Aguassanta Participações, ligada à família de Rubens Ometto, controlador da Cosan, também pode participar da operação, caso decida aderir.
Outro ponto da reestruturação é a reorganização societária da empresa, que pretende dividir as atividades de distribuição de combustíveis das operações de energia, além de realizar desinvestimentos e outras ações já previstas no plano.
Em comunicado ao mercado, a empresa ressaltou que a aprovação do plano é um marco importante para encontrar uma solução amigável para sua situação financeira, equilibrando as necessidades imediatas de liquidez com uma estrutura de capital que seja sustentável a longo prazo. A companhia se comprometeu a divulgar, em breve, os procedimentos para que os credores escolham as opções de pagamento disponíveis.
Com informações de forbes.com.br.








