
Conforme reportado pelo portal www.cnnbrasil.com.br, o Irã, através de intermediários paquistaneses, fez uma nova proposta aos Estados Unidos visando a reabertura do Estreito de Ormuz como parte de um esforço para encerrar o conflito atual. As negociações sobre o programa nuclear iraniano, por sua vez, foram adiadas para um momento posterior, segundo informações da agência Axios obtidas no domingo (26) por meio de um funcionário norte-americano e duas fontes familiarizadas com o tema.
No mesmo dia, o presidente americano, Donald Trump, declarou que o Irã teria a opção de entrar em contato caso quisesse discutir o fim da guerra que já se arrasta por dois meses. Trump reforçou que o regime iraniano não deveria ter acesso a armas nucleares, especialmente após declarações de Teerã, que pediu a remoção das barreiras que dificultam um acordo, incluindo o bloqueio imposto aos portos iranianos.
As esperanças de um avanço nas negociações de paz se tornaram mais escassas no sábado (25), quando Trump decidiu cancelar a visita de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Islamabad, no Paquistão. Com isso, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, efetuou sua viagem entre o Paquistão e Omã, que atuam como mediadores, antes de seguir para a Rússia, onde programou um encontro com o presidente Vladimir Putin.
Na manhã desta segunda-feira (27), as repercussões do impasse na negociação de paz foram evidentes: os preços do petróleo aumentaram, o dólar teve uma leve valorização, enquanto os futuros das ações americanas tiveram queda na abertura do mercado asiático. Esse estado de incerteza no cenário político impactou diretamente as relações econômicas na região, interrompendo o transporte marítimo no Golfo.
Trump, durante uma entrevista ao programa "The Sunday Briefing" da Fox News, reforçou a prontidão dos Estados Unidos para diálogo: "Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Temos um telefone, com linhas seguras e confiáveis." O presidente enfatizou que o Irã já está ciente das condições necessárias para um acordo: “É muito simples: eles não podem ter armas nucleares, se não, não há motivo para se reunirem.”
O Irã continua a reivindicar que os Estados Unidos reconheçam seu direito de enriquecer urânio, um processo que Teerã argumenta ser voltado exclusivamente para fins pacíficos, em contrapartida às alegações das potências ocidentais, que veem uma intenção militar por trás desse enriquecimento.
Embora um cessar-fogo tenha interrompido os conflitos em larga escala que se intensificaram após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, ainda não houve um acordo sobre os termos que poderiam levar ao encerramento de uma guerra devastadora, que resultou na morte de milhares de pessoas, além de provocar um aumento nos preços do petróleo e alimentar a inflação, criando um quadro sombrio para o crescimento econômico global.



