
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, defendeu a mais recente proposta de seu país para pôr fim ao embate com os Estados Unidos e Israel, considerando-a como uma alternativa adequada e generosa. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (11), em resposta a críticas do presidente norte-americano, Donald Trump.
Baghaei destacou que “todas as sugestões apresentadas em nossa proposta” visavam atender a demandas sensatas e exigências responsáveis, que, segundo ele, seriam benéficas não apenas para o Irã, mas também para a estabilidade e a segurança global. As palavras do porta-voz foram proferidas durante uma coletiva de imprensa transmitida pela televisão estatal iraniana.
No dia anterior, Trump havia rotulado a oferta do Irã como “totalmente inaceitável”, dando início a uma nova rodada de controvérsias entre os dois países.
As condições postuladas por Teerã incluem o encerramento das hostilidades na região, o fim do que Baghaei descreveu como “pirataria marítima dirigida contra embarcações iranianas” e a liberação de ativos financeiros iranianos que, segundo ele, estão retidos em instituições financeiras no exterior devido às pressões exercidas por Washington.
Adicionalmente, reportagens da mídia estatal do Irã sugerem que a contraproposta também abrange a reivindicação de reconhecimento de soberania sobre o Estreito de Ormuz e compensações financeiras por danos relacionados à guerra.
Baghaei reafirmou que a administração iraniana está disposta a avançar no processo de diálogo, sublinhando que, independentemente de perturbações externas, a proteção dos interesses nacionais do Irã permanece como prioridade. Ele também criticou as posições de Trump, acusando os Estados Unidos de manter exigências unilateralmente e sem fundamento.
O cenário atual entre Teerã e Washington continua tenso, com ambos os lados em franco desacordo sobre os termos de um possível acordo de paz. A continuidade das negociações e a disposição para discutir o futuro da região ainda permanecem incertas.



