Na última sexta-feira (10), o Ibovespa apresentou uma valorização de quase 3%, alcançando a marca de 177.866,37 pontos. Essa é a maior pontuação desde maio e ocorreu após a divulgação de dados de inflação que reforçaram as expectativas de redução da taxa Selic em agosto.
O índice, referência do mercado acionário brasileiro, registrou um crescimento de 2,97%, encerrando o dia em alta e com a maioria das ações em território positivo. Durante a sessão, a mínima foi de 172.760,66 pontos, e o volume financeiro no pregão somou R$25,17 bilhões.
Com esse desempenho, o Ibovespa acumulou um ganho de 2,18% na semana, o que marca o terceiro período consecutivo de resultados positivos. Em julho, até agora, a alta é de 3,40%.
O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, subiu 0,16% em junho, abaixo dos 0,58% registrados em maio e da expectativa de alta de 0,31% conforme pesquisa feita. De acordo com o economista do Bank of America, David Beker, os resultados de junho apresentaram uma composição mais favorável do que se esperava, evidenciando que, apesar de itens específicos exercerem pressão, a desinflação se tornou visível em indicadores mais amplos.
Após a divulgação dos dados do IPCA, Beker ajustou sua previsão para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nos dias 4 e 5 de agosto, apostando em um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano.
No cenário exterior, o preço do petróleo brent fechou com uma leve queda de 0,38%, a US$76,01 o barril. Na bolsa norte-americana, o S&P 500 teve uma alta de 0,42% em um dia marcado por modestas variações nas cotações.
Destaques do Dia
- ITAÚ UNIBANCO PN teve uma valorização de 4,02%, contribuindo positivamente para o setor financeiro, que avançou 4,12%.
- VALE ON subiu 1,41%, alinhada aos futuros do minério de ferro na China.
- PETROBRAS PN registrou um aumento de 1,12%, mesmo com as oscilações dos preços do petróleo.
- MAGAZINE LUIZA ON disparou 7,41%, impulsionada pelas expectativas de alívio na curva de juros após os dados do IPCA.
- MRV&CO ON teve alta de 1,01%, com foco nas expectativas operacionais do segundo trimestre.
Dólar
O dólar encerrou o dia com uma queda de 0,31%, cotado a R$5,1078. Este foi o menor valor de fechamento desde 16 de junho. Na semana, a moeda acumulou uma desvalorização de 1,18% e, no ano, 6,94%.
O resultado do IPCA, abaixo das expectativas, trouxe um cenário favorável para a possibilidade de uma nova redução na Selic, adotando um tom positivo para o mercado brasileiro. O dólar teve variações ao longo do dia, mas se alinhou à tendência externa de queda.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em baixo, após confrontos recentes entre os EUA e o Irã, embora a semana tenha sido marcada por ganhos significativos. O Brent encerrou a cerca de US$76,01, com uma leve queda de 0,38%.
Com a promessa de retomada das negociações entre os EUA e o Irã, operadores esperam uma melhora no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo e gás.
Com informações de forbes.com.br.









