O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) destacou nesta sexta-feira (3) que o governo brasileiro está empenhado em negociar com os Estados Unidos a redução das tarifas sobre produtos brasileiros, conhecidas como tarifaço, que chegam a até 25%. Durante um evento em Bauru (SP), Alckmin mencionou que o ministro da Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, teve uma conversa com Jamieson Greer, representante do comércio dos EUA, abordando o tema.
Alckmin afirmou que a argumentação do governo brasileiro é de que não há justificativa para essa alta tributação, uma vez que, ao exportar para o Brasil, os produtos americanos são tarifados em apenas 3,1%. “Estamos tentando convencer o governo dos EUA de que essa tarifa de 25% é desproporcional”, disse. Ele acrescentou ainda que a balança comercial entre os dois países é favorável aos EUA em muitos casos, mas defendeu que essa prática também pode prejudicar o consumidor norte-americano, tornando os produtos mais caros nos Estados Unidos.
Além dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou sobre as tarifas, afirmando que o Brasil “não está à venda” e criticou a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para adiar a aplicação das tarifas até depois das eleições. Segundo Lula, essa ação demonstra uma tentativa de colocar o Brasil sob os interesses dos EUA.
O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, negou defender a implementação dessas taxas sobre produtos brasileiros e afirmou que a crítica do presidente Lula busca desviá-lo da responsabilidade por falta de negociação com os EUA. Flávio confirmou que solicitou ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) um adiamento de 180 dias da eventual tarifa, afirmando que a aplicação antes das eleições poderia beneficiar politicamente Lula.
Apesar das divergências entre os políticos, o cenário atual exige uma atenção especial às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que têm um impacto significativo na economia nacional.
Com informações de g1.globo.com.







