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Governo defende ações e revela mais de 30 contatos com os EUA sobre tarifas

O novo tarifaço dos EUA, anunciado em 15 de novembro, gerou polêmica entre governo e oposição no Brasil, com críticas à negociação do presidente Lula; a medida, que entra em vigor em julho, foi classificada como “lastimável” pelo governo brasileiro.

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Reprodução/X

As recentes decisões dos Estados Unidos sobre tarifas comerciais reacenderam uma polêmica a respeito da responsabilidade pelo que tem sido chamado de “novo tarifaço”. Em meio a esse quadro, a oposição critica o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando falhas nas negociações. Por outro lado, membros do governo alegam que a decisão americana é de natureza “ideológica” e “política”.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a proposta de um novo conjunto de tarifas, prevendo uma lista extensa de itens isentos. A nova medida deve iniciar sua vigência em 22 de julho.

Esse movimento é resultado de uma investigação do USTR que durou um ano e se baseou na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano investigar e tomar medidas contra barreiras comerciais em outros países.

De acordo com dados da diplomacia brasileira, foram realizados mais de 30 contatos com autoridades norte-americanas desde o anúncio inicial do tarifaço. Essas interações ocorreram por meio de ligações, videoconferências e reuniões presenciais em níveis presidencial, ministerial e técnico. Entre as conversas, destacam-se as realizadas com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o representante de Comércio americano, Jamieson Greer, com quem o governo brasileiro se reuniu ao menos 11 vezes.

O governo ressalta que a iniciativa de buscar o diálogo sempre partiu do Brasil, visando encontrar uma solução para o impasse comercial. Essa afirmação surge como resposta a críticas de que o país não teria buscado negociações antes da implementação das tarifas.

Recentemente, havia uma expectativa mais favorável para as negociações, especialmente após os encontros entre Lula e Trump na Malásia, seguidos de uma reunião em Washington. Entretanto, essa perspectiva parece ter mudado com a visita do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.

Em uma nota divulgada logo após o anúncio, o governo classificou essa decisão como um “marco lastimável” nas relações bilaterais, repudiando a nova política comercial dos Estados Unidos. Lula também mencionou que acionaria a lei da reciprocidade, destacando que não vê justificativas para medidas unilaterais contra o Brasil, que, segundo estatísticas americanas, acumulou um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços nos últimos 15 anos.

Nessa mesma nota, o governo brasileiro destacou sua atuação constante junto ao USTR no último ano, apresentando evidências que contestam as alegações de práticas comerciais desleais atribuídas ao país.

Com informações de g1.globo.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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