
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, um superpetroleiro da China, conhecido como Yuan Hua Hu, tentava atravessar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (13) carregando uma carga de dois milhões de barris de petróleo bruto oriundo do Iraque. Essas informações foram obtidas através de dados de rastreamento de navios fornecidos pela LSEG e pela Kpler.
O navio já havia passado pela Ilha Larak, situada no Irã, e encontrava-se na parte leste do estreito, com destino ao sul, conforme indicam os registros de navegação. Se conseguir realizar a travessia, esse evento será marcado como a terceira passagem documentada de um petroleiro chinês pela importante via marítima desde o início da ação militar entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro.
Fontes bem informadas sugerem que Teerã reforçou seu domínio sobre o Estreito de Ormuz recentemente, estabelecendo acordos com o Iraque e o Paquistão para transportar petróleo e gás natural liquefeito. Há relatos de que outras nações estão considerando firmar acordos semelhantes, o que poderia resultar em uma consolidada normalização do controle iraniano na região.
O superpetroleiro, que pertence e é operado pela unidade Hainan da COSCO Shipping Energy Transportation, foi fretado pela Unipec, que faz parte da estatal chinesa Sinopec. Até o momento, tanto a COSCO quanto a Sinopec não se manifestaram sobre a situação.
O Yuan Hua Hu carregou uma quase totalidade de dois milhões de barris de petróleo Basrah Medium no terminal de Basrah, no Iraque, no início de março e, desde então, permanece na área do Golfo Pérsico, tendo como destino final a Ásia.
Adicionalmente, dois outros navios, Cospearl Lake e He Rong Hai, ambos de bandeira chinesa, conseguiram deixar o Estreito de Ormuz no dia 11 de abril.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a caminho de Pequim para um encontro significativo com o líder chinês, Xi Jinping. A expectativa é que Trump convide Xi a exercer pressão sobre o Irã para que reabra o estreito e aceite um acordo de paz.
No cenário atual, a China se destaca como a principal importadora de petróleo iraniano, utilizando uma rede de embarcações alternativas para transportar o petróleo bruto dos portos do Irã até as chamadas "refinarias de bule de chá".



