Em evento realizado em São Paulo, três ex-ministros do governo Lula expressaram descontentamento em relação ao governador Tarcísio de Freitas e suas atitudes sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. O novo pacote de tarifas, anunciado pelo governo de Donald Trump, foi criticado especialmente por Márcio França, ex-ministro de Portos e Aeroportos, que enfatizou o impacto negativo para o estado de São Paulo. “Trump retaliou exatamente nas coisas que São Paulo produz”, disse, questionando quem indenizará os prejuízos ao setor produtivo.
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, também se manifestou, ressaltando que as tarifas afetam a produção de etanol e outros setores, e criticou Tarcísio por ignorar a questão. “Ele [Tarcísio] disse que isso não é um problema dele”, afirmou, ressaltando a necessidade de priorização dos interesses do Brasil.
Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento, seguiu a linha de críticas, questionando quando Tarcísio deixará de apoiar os interesses externos em detrimento da população paulista. “O estado de São Paulo será o mais prejudicado”, destacou, referindo-se a cidades industriais como Franca, que têm forte relação comercial com os EUA.
O governador mudou seu discurso desde a primeira instalação das tarifas, quando atribuiu a responsabilidade a Lula, afirmando que este colocava sua ideologia acima da economia. Em resposta à reação negativa, Tarcísio agora defende negociações contínuas para mitigar os impactos das tarifas. “Acho que o Brasil tem que continuar negociando”, disse ele.
Durante a convenção, França também criticou as privatizações em São Paulo, afirmando que a venda de ativos públicos foi realizada sem a devida valorização. Para ele, a gestão atual “não sabe vender” os bens, citando exemplos como o Aeroporto de Congonhas e a Sabesp, que se pagam em poucos anos.
Procurado, o governo do estado não se manifestou até a publicação desta matéria.
Com informações de g1.globo.com.






