A diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou que a política monetária brasileira deve continuar sendo orientada por dados e flexível, diante das incertezas econômicas globais. O FMI considerou adequada uma normalização mais lenta da taxa de juros, em comparação com o que era esperado antes do início do conflito no Oriente Médio.
As observações foram divulgadas em uma nota nesta quinta-feira (23), após a conclusão da “consulta do Artigo IV”, que é uma avaliação regular da economia dos países, finalizada no Brasil em 20 de julho.
O Fundo também elogiou a “notável resiliência” da economia brasileira frente aos recentes desafios e enfatizou a necessidade de um esforço fiscal mais robusto.
Os diretores do FMI reforçaram a importância de aprimorar o arcabouço fiscal do país, que inclui a implementação de limites de gastos abrangentes, a definição de uma âncora de dívida de médio prazo e a ligação do crescimento das despesas a receitas estruturais.
O FMI prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 2,4% neste ano, com uma expectativa de desaceleração em 2027 devido à política monetária restritiva.
Os diretores chamaram a atenção para os riscos predominantes de uma perspectiva de crescimento mais baixa para o PIB, considerando a incerteza no cenário global. Entre os riscos, está a possibilidade de uma intensificação das tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, que poderia aumentar a inflação e, por consequência, restringir a atividade econômica.
As tensões comerciais também podem afetar o investimento estrangeiro e o comércio. No plano interno, um esforço fiscal abaixo do esperado poderia elevar a incerteza, intensificar as pressões inflacionárias e resultar em custos de financiamento mais altos, impactando negativamente o crescimento econômico.
No último mês, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, agora em 14,25%. A instituição sinalizou que irá intercalar períodos de pausa e retomada no ciclo de cortes da Selic, visando alcançar a meta de inflação de 3% até o primeiro trimestre de 2028. O FMI espera que esse ajuste ocorra até a metade de 2028.
Com informações de forbes.com.br.









