O senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou, nesta quinta-feira (9), sobre a relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmando que está “sempre aberto” ao diálogo e que respeitará o tempo que ela julgar necessário para retornar à campanha eleitoral. A declaração foi feita no Aeroporto International de São Paulo, após um período de tensão pública entre os dois, que evidenciou desavenças dentro da família Bolsonaro e do PL.
Recentemente, o descontentamento entre Flávio e Michelle aumentou, especialmente após divergências sobre a política no Ceará. A ex-primeira-dama alegou ter se sentido desrespeitada durante uma discussão, que culminou em um afastamento. Flávio acredita que o apoio dela à sua candidatura é importante e reforçou que é fundamental a união de todos na luta contra o governo atual.
A fala do senador ocorreu um dia depois de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, comentar que a comunicação entre Flávio e Michelle está rompida e reforçar a necessidade de reconciliação antes da convenção nacional do partido, marcada para 25 de julho. Segundo Valdemar, é crucial resolver essas questões internas para definir a trajetória do partido.
O conflito público entre Flávio e Michelle ganhou notoriedade no final de junho, quando a ex-primeira-dama publicou vídeos em suas redes sociais relatando que se sentiu “maltratada” e “humilhada” durante uma discussão sobre articulações políticas. Ela mencionou ainda a sensação de que seu apoio à pré-candidatura do senador não era desejado.
Após os vídeos, Flávio pediu desculpas publicamente e reafirmou que a intenção nunca foi ofendê-la, destacando a importância de Michelle para o PL. Apesar do pedido de desculpas, a ex-primeira-dama continuou a criticar indiretamente o senador e acabou se afastando da presidência do PL Mulher.
Além disso, Flávio Bolsonaro comentou sobre sua recente viagem aos Estados Unidos, onde participou de uma audiência pública para discutir tarifas sobre produtos brasileiros. Ele expressou preocupação com a aplicação de taxas e reiterou que o governo americano deve agir em favor das empresas brasileiras.
Questionado sobre a investigação relacionada ao sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, Flávio defendeu sua manutenção, alegando que é benéfico tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. A discussão sobre o Pix ganhou destaque após seu irmão, Eduardo Bolsonaro, mencionar a possibilidade de negociações envolvendo o tema nas relações entre os países.
Com informações de g1.globo.com.









