O discurso crítico em relação às urnas eletrônicas tem causado divisão entre eleitores. Enquanto essa retórica é bem recebida pelo chamado “bolsonarismo raiz”, ela pode resultar em perdas de apoio entre eleitores independentes. A sinalização vem de interlocutores de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, que destacam a importância desse grupo, conhecido por influenciar a decisão em eleições polarizadas. O senador, seguindo os passos do pai, tem questionado a segurança das urnas utilizadas no Brasil.
Esses assessores também alertam para o risco de queda nas intenções de votos entre os eleitores da direita que não se identificam como bolsonaristas. Recentes pesquisas já indicam uma diminuição no apoio de Flávio Bolsonaro nesses dois segmentos do eleitorado: os independentes e os de direita não-bolsonarista.
As afirmações sobre as urnas eletrônicas foram rebatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que fez questão de esclarecer que tais informações já haviam sido desmentidas anteriormente. Flávio Bolsonaro, em suas manifestações, citou um relatório da CIA que associaria urnas da empresa venezuelana Smartmatic a fraudes eleitorais em seu país, alegando que esses equipamentos também estão em uso no Brasil. A Smartmatic chegou a participar de uma licitação para fornecer urnas ao TSE, mas não foi selecionada.
Além disso, esse tipo de discurso pode fortalecer a neutralidade dos partidos do Centrão nas próximas eleições. Um líder dessa ala política comentou que essa abordagem é prejudicial, pois oferece argumentos para adversários políticos, dificultando a formação de alianças.
Com as próximas pesquisas, incluindo a do Datafolha, a equipe do senador acompanhará atentamente o cenário eleitoral em evolução.
Com informações de g1.globo.com.









