De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, pré-candidatos à Presidência da República alinhados à direita expressaram forte oposição à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que a questão seja completamente analisada pela Corte. O ministro fundamentou sua decisão ao mencionar duas ações diretas que questionam a constitucionalidade da legislação, as quais estão programadas para julgamento no plenário do STF.
No último sábado (9), figuras como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) lançaram críticas contundentes, tanto à decisão quanto ao próprio Moraes.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato pelo PL-RJ, descreveu, em um vídeo postado em sua conta no X, a determinação de Moraes como uma “invasão de Poderes e um ataque à democracia”. Ele insinuou que o relator da Lei da Dosimetria na Câmara dos Deputados parecia receber conselhos diretos de Moraes sobre o conteúdo do texto em questão. “Curiosamente, foi o próprio Moraes quem redigiu o projeto que foi aprovado pelo Congresso. Ele também cerceou o debate nas casas legislativas, onde se discutia uma anistia ampla e irrestrita. Agora, de forma estranha, ele decide intervir”, ressaltou Flávio.
Ronaldo Caiado, por sua vez, emitiu uma nota em suas redes sociais, qualificando a suspensão da Lei como “deplorável” e uma afronta ao estado democrático. Segundo ele, a decisão de Moraes “transita além dos limites da relação institucional”. Ele criticou o que chamou de “ativismo judicial”, alertando que isso intensifica a radicalização no ambiente político e favorece uma polarização que não é característica da política brasileira. Para Caiado, essa situação apenas desvia a atenção dos assuntos que realmente importam, como segurança, educação, saúde e transporte.
Por fim, Romeu Zema utilizou sua conta no X para comentar a suspensão, acusando Moraes de desrespeitar o Congresso e ferir a democracia mais uma vez. Em sequencia, ele fez um apelo por mudanças na legislação a respeito da magistratura, sugerindo que ministros do STF deveriam ser passíveis de impeachment. “O que temos visto recentemente no Brasil é alarmante. Aqueles envolvidos se julgam acima da lei e intocáveis. Se o impeachment já ocorreu com dois presidentes, creio que é a hora de também avaliar os ministros do Supremo, para o bem das instituições”, concluiu Zema em um vídeo.
A reação dos presidenciáveis à suspensão da Lei da Dosimetria destaca o crescente protagonismo do STF na política e como isso se torna um tema central nas campanhas eleitorais.

