Em um pronunciamento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou preocupação com as possíveis sanções ao sistema de pagamentos PIX, alegando que isso poderia prejudicar os investimentos americanos no Brasil. Ele se comprometeu, por meio de uma proposta legislativa, a garantir que o PIX não seja conectado a “arranjos de liquidação transfronteiriços não ocidentais”.
O senador destacou que, apesar das funcionalidades do PIX, ele não substitui as funções de cartões de crédito e débito, como financiamento e proteção contra disputas, e afirmou que uma sanção ou tarifa contra o sistema seria uma abordagem equivocada.
No documento enviado nesta quarta-feira, Flávio considerou o PIX um marco da administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que as alegações de conflitos de interesse do governo de Donald Trump são exageradas. Ele mencionou que o Federal Reserve dos EUA também possui um sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow, o que, segundo ele, reforça a posição do Brasil neste contexto.
O senador ainda pediu um adiamento de 180 dias para a aplicação de novas tarifas contra exportações brasileiras, argumentando que a medida anterior não teve um impacto positivo e acabou beneficiando politicamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva em um ano eleitoral. Flávio acredita que as tarifas propostas poderiam fortalecer a postura do atual governo, que ele argumenta ser contrária a negociações sérias com os EUA.
Na semana que vem, Flávio participará de uma audiência pública do USTR para discutir as tarifas sugeridas, junto a outros representantes do setor privado e entidades. O senador se apresentou como pré-candidato à presidência e reforçou a necessidade de revisão dessas tarifas, que poderiam impactar negativamente a economia brasileira e as relações comerciais com os Estados Unidos.
O governo brasileiro também enviou uma resposta à investigação do USTR, contestando a falta de evidências sobre práticas discriminatórias contra o comércio americano. Os impactos de possíveis tarifas adicionais sobre produtos brasileiros ainda estão sendo avaliados, com o processo de consulta pública em andamento.
Com informações de g1.globo.com.









