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Faraó dos Bitcoins reconhece manipulação no mercado de criptomoedas

Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, e sua esposa Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, prestaram testemunho sobre o esquema que movimentou mais de R$ 38 bilhões e deixou cerca de 77 mil vítimas. O caso está em fase final na Justiça.

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Reprodução/Internet

Glaidson Acácio dos Santos, mais conhecido como o Faraó dos Bitcoins, e sua esposa, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, prestaram depoimentos à Justiça que revelam detalhes sobre o esquema de operações com criptomoedas que geraram controvérsia. As declarações foram transmitidas pelo programa Fantástico, da TV Globo, e ocorrem enquanto o processo judicial acerca das irregularidades financeiras se aproxima de sua conclusão.

De acordo com a investigação, o esquema pode ter movimentado mais de R$ 38 bilhões e causado prejuízos a cerca de 77 mil pessoas. A empresa do casal, a GAS Consultoria, prometia retornos significativamente acima dos oferecidos em investimentos convencionais, atraindo um grande número de investidores, incluindo artistas e atletas, alguns dos quais contraíram empréstimos para investir.

Manipulação de mercado

Glaidson reconheceu em tribunal que atuava como uma “baleia” no mercado de criptomoedas, termo utilizado para se referir a investidores que possuem um volume suficientemente grande de ativos para influenciar o preço das moedas digitais. Ele detalhou que, como ‘baleia’, poderia manipular outras criptomoedas em colaborações com outros investidores de grande porte, afirmando: “Como ‘baleia’, eu consigo manipular outras criptomoedas”.

Defesa de Mirelis

Mirelis, que se refugiou nos Estados Unidos, foi deportada após ser detida pela imigração. Em seu depoimento, ela negou envolvimento na administração da carteira de clientes da GAS, alegando que sua função eram apenas estudos de mercado e operações com criptomoedas Para aumentar o capital.

Ela descreveu as acusações contra ela e Glaidson como “uma obra de ficção científica”, mesmo com o Ministério Público Federal alegando que ela compartilhava a liderança do esquema criminoso com o esposo.

Ainda não foi revelado o valor que Glaidson possui em sua carteira de criptomoedas, atualmente sob custódia da Polícia Federal. No entanto, ele afirmou ter ativos suficientes para ressarcir os credores. Investigadores identificaram o saque de cerca de 4,5 mil bitcoins de contas na Flórida, que equivalia a aproximadamente R$ 1 bilhão na época de sua retirada.

Com informações de www.metropoles.com.

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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