Anacleto Domingos Menegassi, de 93 anos, morreu na segunda-feira (12), em sua residência, deixando uma história de contribuição para o desenvolvimento de Maravilha, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. Pioneiro do município, ele participou da vida pública e construiu laços com diversas famílias da comunidade.
Anacleto chegou a Maravilha em setembro de 1952, aos 22 anos, e acompanhou de perto as transformações da cidade ao longo das décadas. Anos depois, ingressou na política e exerceu dois mandatos consecutivos como vereador, entre 1977 e 1988.
Durante sua atuação na Câmara de Vereadores, uma de suas principais bandeiras foi a instalação de indústrias de grande porte no município. A proposta buscava impulsionar o desenvolvimento econômico e ampliar as oportunidades para a população.
Homenagens destacam carinho e dedicação às pessoas
A notícia da morte de Anacleto foi recebida com mensagens de carinho e saudade de amigos e pessoas que conviveram com ele. Entre as homenagens, foram lembradas sua generosidade, simplicidade e dedicação à comunidade.
Nas redes sociais, Neli Schuster lamentou não poder estar presente para se despedir do amigo e agradeceu pelo que ele fez por ela e sua família.
“Maravilha perde um grande vereador que trabalhava por amor às pessoas”, escreveu.
Em outra mensagem, Neli recordou a amizade entre as famílias e publicou uma despedida afetuosa, imaginando o reencontro de Anacleto com seu marido no céu, com o chimarrão já preparado.
A trajetória política do ex-vereador também foi lembrada por um jornalista que acompanhou as sessões da Câmara durante seu segundo mandato. Ele recordou as entrevistas realizadas com Anacleto e destacou sua capacidade de se expressar e defender suas convicções.
Pioneiro teve história registrada em documentário
A contribuição de Anacleto para a história de Maravilha também foi reconhecida no documentário Memória Pioneira de Maravilha, lançado em julho de 2022 pela Administração Municipal, por meio do Departamento de Cultura.
O projeto reuniu relatos de 45 pessoas que participaram da formação do município e ajudaram a preservar as memórias das primeiras famílias que chegaram à região nas décadas de 1940 e 1950.
A iniciativa foi desenvolvida a partir de uma pesquisa iniciada mais de duas décadas antes, sob a responsabilidade de Verci Perini, com a participação da esposa, Erli, e da filha, Taivana Francieli.
Anacleto esteve entre os homenageados na produção, que teve seu conteúdo destinado aos arquivos do Museu Municipal Padre Fernando e às famílias dos pioneiros.
O registro contribuiu para eternizar parte de sua trajetória e preservar as lembranças de quem participou dos primeiros anos de desenvolvimento de Maravilha.
Velório e sepultamento
O velório de Anacleto teve início na Câmara de Vereadores de Maravilha, onde o corpo permaneceu até as 22h de segunda-feira (12). Posteriormente, a despedida seguiu na Capela Mortuária do município, com retomada prevista para as 7h desta terça-feira (13).
Os atos de encomendação e despedida estão marcados para as 15h desta terça-feira, com celebração de corpo presente. Na sequência, o cortejo seguirá para o Cemitério Municipal de Maravilha, onde ocorrerá o sepultamento.
Em nota, a Câmara de Vereadores manifestou condolências aos familiares, amigos e à comunidade.
Aos 93 anos, Anacleto Menegassi deixa um legado ligado à vida pública, ao desenvolvimento de Maravilha e à memória das famílias que ajudaram a construir a história do município.










