Uma ex-estagiária do Fórum de Justiça de Florianópolis foi condenada a 6 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por vazar informações sigilosas de uma megaoperação policial a uma facção criminosa. Investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelou que o vazamento prejudicou as ações das forças de segurança.
A estudante de direito acessou documentos sigilosos em sua residência, poucos dias antes da “Operação Tio Patinhas II”, realizada em 24 de junho. Essa operação visava suspeitos de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas.
Como ocorreu o vazamento
Durante a investigação, foi apurado que a jovem fez várias consultas no sistema do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Em um único domingo, foram 25 pesquisas que resultaram na obtenção de dados sobre os investigados e endereços para mandados de busca e apreensão.
Ela repassou essas informações ao companheiro, que era membro da facção, que por sua vez compartilhou com outros líderes do grupo, comprometendo a operação policial. No dia da ação, cerca de 90% dos alvos pré-determinados não foram localizados. Estiveram mobilizados mais de 400 policiais civis para cumprir 69 mandados de busca relacionados a cerca de 40 suspeitos.
Condenações e repercussão
Além da ex-estagiária, o companheiro e outro líder da facção foram condenados a 10 anos e 10 meses de prisão cada. Uma quarta pessoa, que ajudou na disseminação dos relatórios sigilosos, recebeu pena de 5 anos e 10 meses. O MPSC vai recorrer para tentar aumentar as penas, que considerou brandas devido ao impacto causado, e também buscará que os condenados paguem indenização à sociedade pelos danos à segurança pública.
Com informações de g1.globo.com.










